domingo, 26 de junho de 2011

Tolerância e direitos religiosos e não-religiosos para tod@s


Eu sempre tenho vontade de escrever sobre o que acredito. Claro, tem coisas que não dá para escrever, tem outras que eu acredito por pouco tempo pois elas mudam, e tem aquelas que eu "finco pé". Dentre as coisas que eu finco o pé é a questão religiosa. Já mudei duzentos por cento sobre o que acredito em relação às religiões. Já fui espírita, já pendi para um umbandismo não-praticado, sempre me impressionei muito com ritos indígenas, com filosofia budista, estudei em escola católica e sei bem como funcionam as igrejas evangélicas. De modo geral, só não sei bem como funciona o islamismo, judaísmo e alguma coisa das orientais. Sobre estas, só tem aquilo que li superficialmente, ou vi pela televisão ou pela internet. Resumindo, há uma intolerância religiosa tão grande no mundo, que as pessoas que leem este textinho devem estar esperando a hora que eu vou avacalhar alguma destas religiões ou então a hora em que eu vou elencar a "melhor", ou a "melhorzinha". Nada disso. Apenas resolvi escrever aqui sobre minha condição de ser ateia no mundo em que as pessoas nascem e se tornam praticamente "obrigadas" a ser de alguma crença sobre o abstrato.
Me sinto feliz assim, respeitando todas as religiões, mas fazendo cada vez mais questão de exigir respeito por não acreditar em deus. Tem religião que mata em nome de deus, mas condena muito mais aquele que não acredita em deus nenhum do que aquela religião que é considerada sua "rival". Tem cabimento?
No orkut eu fazia parte de uma comunidade que se chama "Sou ateu e tenho bom coração". Sempre tem aquelas pessoas que acham que um ateu é um ser humano sem luz, sem destino, sem bondade, "sem noção"...
O mundo passa por uma evolução no quesito "tolerância". Dentre elas, a tolerância "religiosa". Aos poucos, lutas e buscas por emancipação humana vão se tornando internacionais e transcendem fronteiras territoriais, morais e religiosas. Certamente é um lento caminho. Andando junto neste lento caminho, a possibilidade de enxergar-se ateu neste mundo também surge como um direito à emancipação humana e a busca por liberdade.
Fé? Sim, tenho fé no ser humano. Acredite, existem muito mais "bons" do que "ruins". Viver ESTA vida, vale a pena.

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