sexta-feira, 30 de novembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Definitivamente, apaixonada!
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Renovação a quem precisa!
Hoje marquei o corpo novamente... Lá estava ela... a intensidade! Ninguém morre de intensidade, mas eu vou morrer com ela, com certeza! E agora por dentro e por fora. Estava precisando extravasar, sobrou para o corpo! Ele sempre paga o pato antes da mente... hehehe! Hoje fiz coisas simples e o dia foi tão pleno! Fui ao colégio, 6ª série, poderia ter voltado cansada, mas voltei disposta a ir caminhar. E fui. Caminhei uma hora no Parcão, a última vez que me peguei caminhando tanto tempo foi nas eleições. Já não me lembrava mais como é bom caminhar por livre e espontânea vontade! No meio da caminhada recebi uma ligação importante para mim. E durou quase meia hora, não chegou a me tirar o fôlego, mas foi longa. Acho que foi providencial. Acho que precisava ouvir sobre aquela ligação há muito tempo. Já havia desistido. Achei que não seria possível. Pensei que ficaria tudo por isso mesmo. Mas não está ficando. Está se encaminhando. Está fluindo e pegando seu rumo. Depois de tanta conturbação, tantos altos e baixos, tanta descrença no ânimo e na vontade de viver que presenciava na rotina do meu pai, finalmente ouvi o que precisava. Está feliz. Está fazendo o que sempre quis, está até caminhando pela manhã, respirando maresia de Floripa, está sem falta de ar, controlando mais aquilo que controlava ele, está animado, está disposto até a pagar suas contas... Por enquanto ainda estou na expectativa de que isso seja contínuo! Espero que seja! Sinto como se uns sessenta quilos tivessem saído da minhas costas. Porque mesmo do jeito que a vida vinha acontecendo, um pouco distantes, sempre sofri vendo a destruição de longe. E acho que agora, mais longe, estarei mais perto. Renovação! Vida nova! Para todos que precisam! Eu preciso, tu precisas, ele precisa... nós precisamos!!!! Ufaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Continue lendo >>sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Aprendendo sempre...
Eu tenho aprendido muito nestes últimos meses. Principalmente nestes últimos dois meses. Tenho incrivelmente aprendido a olhar para dentro. Passei muito tempo olhando só para fora, só me preocupando com tudo e com todos e não olhando para mim mesma. E acho que tudo estava desmedido. Não é bom olhar só para si. Não é bom olhar só para os outros.
Nestes últimos tempos tem me chamado muito a atenção para pessoas egocêntricas. Definitivamente, eu não as curto. Elas me lembram o Renato Russo quando ele diz que "falam demais por não ter nada a dizer". E quem só discursa sem a humildade de ouvir deve rever sua relação com o ego. Em compensação o contrário também não é saudável. Quem não se preocupa muito consigo me inquieta também.
Nesse meio todo me pergunto onde eu estou? Onde me encaixo? E a cada dia me descubro um pouco mais. E eu estou gostando de me descobrir. Estou gostando de perceber que eu não sou tão forte quanto pensava que era. Ser forte significa não relaxar nunca... e eu quero relaxar! Estou descobrindo que o cubo de gelo que criei no coração tem chance de se derreter. Desacomodar do lugar onde eu me encontrava, do estado em que me encontrava, remexeu minha química. Isso está sendo bom.
Só eu sei o quanto isso me faz bem. Pensei que seria uma ogra insensível para o resto da vida...
Vida! Tenho sede! Não quero envelhecer em vão. Não quero envelhecer acomodada. Não quero envelhecer sem ternura!
É incrível, mas tenho prestado atenção em cores que não sei o nome... cores de Almodovar, cores de Frida Kahlo, cores!
"Eu ando pelo mundo, divertindo gente, chorando ao telefone"...
domingo, 14 de outubro de 2012
E por falar em flores...
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Roubando relatos
A da Renata é de questões financeiras. A do Leandro é: tá, e aí? É isso? A Inajara é bicho da rua. Ela fica assim: tá, e agora? A Renata quer fazer, quer ter... Ela quer coisas. Isso é o que incomoda mais ela. A Inajara sabe que não tem porque não priorizou. A Renata poderia peitar as coisas e não peitou. Isso foi sobre a crise dos 30, em plena cozinha do Bistrô...
Continue lendo >>domingo, 30 de setembro de 2012
Quase trinta, quase livre da Cinderela, da Branca de Neve e da Bela Adormecida!
Mesmo passando por toda uma conturbação de campanha, direto nas ruas, dormindo pouco e me alimentando mal, parece que algumas coisas acontecem num tempo necessariamente bom. Faltam mais ou menos um mês e meio para eu chegar nos trinta. Tive uma crise lá pelos 27 de que estava chegando na metade da vida. Mas foi só um princípio de angústia. Agora, realmente perto dos 30 nunca me senti tão bem em toda a existência. E não é hipocrisia, é muito sério. Nem quando tinha 18 anos e o mundo poderia ser encantado, os pássaros eram lindos, o céu era azul e o corpo era todo para cima, nem assim me senti tão bem quanto agora. Acho que esse sentir-se bem deve-se ao fato de estar atingindo os tais 30 anos com uma bagagem que meus 18 não permitia. Não sei se sentirei isso com 40, mas os 30 estão realmente especiais. E quem me trouxe luz à vida, aos sentimentos, ao corpo, aos relacionamentos pessoais, ao sentir-se bem consigo e ao mesmo tempo com os outros, foi a escola feminista que tive a honra de acompanhar há um bom tempinho nesta última década. Sem conhecer essa realidade que abarca a sexualidade da mulher perante a vida concreta, talvez até hoje me escondesse atrás de dogmas, contos, condutas, pressões e opressões diversas que fazem com que a Cinderela de cada menina nunca a deixe. Meus trinta anos estão chegando e em grande estilo: me livrei dos sapos, dos príncipes, das madrastas e de todos os passarinhos que costuram o vestido da coitadinha da moça injustiçada que fica presa com sua felicidade cerceada no alto do castelinho! Que coisa bem boa poder dizer à Branca de Neve que se ela quiser ficar com todos os anões ao invés daquele príncipe chato e sem graça, ela pode! Que coisa bem boa dar um beijo num sapo e ele continuar feio! E se quiser, aproveita e dá um beijo na sapa também! Onde está escrito que a moça deve ser a conquistada, a desejada, a almejada, e que o custo disso pode ser ela ficar a ver navios esperando que o príncipe a perceba? E que tal se ela for lá e fizer o que quiser, sem precisar se fazer de objeto de conquista? E se a Aurora descer do salto e disser na cara do príncipe: vem, eu é que não vou ficar aqui esperando alguém me acordar! Os trinta também estão rompendo com a vida em fluxograma. Essa eu vi esses dias na internet. A menina entra na adolescência. Se apaixona perdidamente por qualquer menino. Dá uma sacudida nas tranças até finalmente encontrar um namoradinho. A família inteira da menina projeta que aquele menino seja o pai dos seus filhos. Se os dois se aturarem, casam e tem filhinhos. Senão, a menina arruma outro namorado até que encontre um que ela pense: esse é para casar e ter filhinhos. Aí a menina tem filhinhos e depois passa um tempão da vida dela cuidando desses filhinhos. Se sobrar um tempinho estuda e trabalha. Depois tem netinhos, depois morre. E se a vida em fluxograma for invertida? E se a vida em fluxograma for exatamente ao contrário? E se a vida em fluxograma não for exatamente essa? E se a mulher for uma pessoa com iniciativa que não goste de ser a frágil intocável? E se? Onde está escrito que quando uma mulher dá bola para um homem, ela necessariamente quer casar, ter filhinhos, e blá blá blá? Chegar nos 30 está me fazendo perceber que a vida em fluxograma pode até ser boa. Para uns, não para todos. Não para todas. Definitivamente, eu calço 39, 40! Nunca haverá sapatinho de cristal com a minha numeração. Jamais pensei que um complexo de infância me faria feliz aos 30... O que está valendo é ser digna, se sentir bem, ser leal e não desrespeitar os limites humanos. O resto é conto de fadas para boi dormir. Cheguei nos meus trinta fazendo tudo invertido. E, finalmente, em grande estilo, estou dando ADEUS às princesas das piores histórias de terror que a idade média já inventou! Faça o que tu queres, pois é tudo da lei... da lei! Continue lendo >>



