quarta-feira, 17 de março de 2010

Música Universitária


Minha nossa, agora inventaram o "pagode universitário"... será que é tocado com instrumentos universitários?? E o microfone, é usado aquele universitário também? Fico imaginando a dificuldade de encontrar uma caixa de som universitária para o som ficar mais potente, pois os ouvidos universitários gostam de som bem alto, além é claro, do pandeiro universitário e do bandolim universitário. O foda é que as banquetas universitárias são raras, é bem difícil de encontrar, aí os músicos tem que cantar universitariamente de pé... mas acho que lá na universishop deve ter...

Além disso, o sertanejo universitário também tá em alta... nessa modalidade, se pode usar chapéus universitários de cowboy universitário, regado com uma boa música interiorana universitária. Mas universitária, vejam bem, nada dessas coisas brega de sertanejo de verdade, pois afinal, é UNIVERSITÁRIO.

Quem não for universitário, que escute música brega, pois os universitários só escutam coisas boas, coisas de universitários..

Que coisa ridícula, agora pra diferenciar o pobre do rico que pensa que é rico mas não é, se utiliza o termo "universitário"...

Sim, porque pobre jeca que escuta sertaneja não vai à universidade. Mas classe média que pensa que é rico, e ricos propriamente dito, vão à universidade. Logo, se escutam a mesma música, precisam ser socialmente diferenciados, pois senão pega mal...

Óh, presta atenção: Vitor e Léo, pode. Tonico e Tinoco, não pode. Ok?

Se não tiver esse termo no estilo musical que antes era coisa de pobre, tipo, pagode, sertanejo, buenas... se não tiver essa palavra, cuidado!! Você pode estar ouvindo músicas de pobre! Uau!! Já pensou, o que teus amiguinhos vão pensar de ti?

Afinal de contas, estilo musical também tem classe social...

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quinta-feira, 4 de março de 2010

Mulheres...


Gostei muito deste texto e copiei um trecho dele aqui... quanto mais leio estas coisas, mais não me aguento diante de determinadas situações que me oprimem com consciência.

Talvez na época que era oprimida sem consciência a vida era mais fácil. Porém, amadurecer a consciência para determinado tipo de coisa me faz sentir cada vez mais livre.


...Efetivamente, nada é por acaso. Histeria, menopausa, TPM, situações geralmente médicas, são tratados como verdadeiros atestados da inferioridade física, moral e social da mulher. Mais um preconceito a ser derrubado. Afinal, cabelos de homens também branqueiam, homens também podem ser histéricos, sofrem com mudanças hormonais e possuem ciclos não tão visíveis quanto a menstruação. O que muda é o tratamento dispensado.

Passa da hora de nos convencermos que podemos viver e envelhecer com dignidade. Que a condição feminina tem caracterrísticas próprias, não defeitos ou imperfeições. Passa da hora de reagirmos aos rótulos preconceituosos e os alimentarmos. Não precisamos ouvir, a cada vez que contrariamos alguma ordem estabelecida, reclamamos de injustiças ou reivindicamos nossos direitos, a pergunta canalha:
Estás com TPM?

Regina Abrahão

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quarta-feira, 3 de março de 2010

Divulgando...

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Lindas e lindos de 2008 - Um abraço de urso!!


Tem momentos que eu fico dias sem escrever... e outros que escrevo diariamente...

Descobri que tem sinal de internet aqui onde eu estou... que ruim... hehehehe

Ontem estava prestando atenção nos meus recados do orkut e nos depoimentos...

Me bateu uma sessão nostalgia...

Começou a doer de novo a saudade da gurizada de 2008... e às vezes é preciso expressar para não passar despercebido.

Pois de tanto passar despercebido, um dos alunos que muito gostava, se foi...

E não quero que os outros passem assim também, ou que eu passe, sem que tenham consciência do quanto foram e ainda são importantes para mim.

Estava relendo meus depoimentos no orkut, e fiquei impressionada com o carinho que essa galera toda tem. Não sei nem se tenho capacidade de retribuir tanto, pois são extremamente abertos a declarações e tem muito mais facilidade de demonstrar sentimentos que os adultos.

Não é a toa nem é por nada que é nessa juventude que eu acredito e confio um caminho mais otimista para a humanidade.

Eu amo todos vocês.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Altos papos...


Eu deveria ter mais paciência com alguns assuntos...

Mas eu não tenhooooooooooooooooo!!!!!

Se alguém quiser me excluir de uma roda de conversas, por favor, comece a falar em roupas, bijouterias, na sandália que a fulaninha comprou e na sandália que a prima da fulaninha queria comprar, ou no corte de cabelo da amiga da fulana, que é o último grito da moda, ou então na cor do esmalte da Godofredaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!

Ai que sacooooooooo!!!

Daí a pessoa se desloca pra roda dos meninos... (pq é assim, a roda dos meninos e das meninas)

A pessoa não aguentou os papos da roda das meninas... e tentou se sociabilizar na roda dos meninos...

E???

E fica ouvindo que o técnico do Inter não deveria ter escalado o João do Caminhão...

Tá, eu sei que generalizar é feio... mas a grande maioria das vezes é isso que acontece...

Não que eu não goste de futebol ou não goste de colocar uma roupa que me sinta bem e tal...

Não que eu nunca fale nisso ou nunca assista novela, mas...

É que puxa vida... que saco!!!

Procura-se uma roda para gente estranha como eu...

Quem dera se a galera quando se reunisse, ou falasse muita merda ou falasse coisas importantes para o mundo... porque futilidade me irrita...

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Novamente ela... a hipocrisia...


Organizando o caos mental...

Que coisa não.
Sim, que coisa, sim...

Eu acho que vou escrever uma novela... mas com personagens fictícios, sem nenhuma relação com a realidade – será que existe isso? Claro que não!! Eu queria produzir um documentário. Mas sabe, tem tanta coisa que nem sei como começaria. Já pensei mil vezes em fazer um. Poderia se chamar: “hipocrisia”.

Acho que a palavra que mais abomino chama-se hipocrisia. Por trás da hipocrisia existem tantas mazelas... tanto disfarce, tanta história pra boi dormir, tantas repressões, tantos simbolismos e significados de sentimentos ocultos ou então tanta moral de cueca... tanta mas tanta...

Olha o que o wikipedia disse (apesar de eu não confiar muito nele...)
A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.


A hipocrisia social me enoja mais ainda, pois a coisa vai se massificando e o discurso comum acaba por ser uma falácia da porta pra rua. O discurso comum não traz o discurso para dentro de casa, nem tampouco ultrapassa as portas do quarto até a sala... a hipocrisia consome pessoas vivas, pois ela é um ser morador do interior da cabeça de cada um.

É difícil lutar contra ela, contra si próprio, mas ao menos dá pra ser humilde de vez em quando e tentar não deixar a hipocrisia contaminar demais o discurso. Agora, tem gente, que não só não controla o discurso como ainda infla o discurso hipócrita dos outros.

O que eu chamo de hipocrisia hoje, não sei como chamarei quando deixar de ser jovem. Pois às vezes quando a pessoa amadurece, vai vendo que alguns conceitos eram radicais demais, e começa a revê-los. Eu espero cada vez ser alguém melhor, mas tenho minhas dúvidas sobre minha tolerância com a hipocrisia que contamina relações, mata gente, difama inocentes e de presente traz miséria moral e material aos seres da Terra.

Cabe dentro da hipocrisia, tanta coisa, que poderia ser o lixo da Terra.

Nesse momento da minha vida, ainda acredito que o ser humano tem ímpetos de coletividade acima dos de individualidade.

Não sei se pensarei assim sempre. Essa visão, é, acima de tudo, uma visão otimista de esperança. Será que eu vou pensar sempre assim? Óbvio que o pensamento se transforma ao longo do tempo, mas sobre esse tema, tenho minhas dúvidas.

E como militância política ainda é um tema romântico pra mim, tem muita água pra rolar embaixo desse rio até que possa afirmar “esqueçam o que eu escrevi”...

E quanto a isso, espero nunca chegar a esse ponto da decadência ideológica.

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Palavras apenas...


Se as palavras escritas em um texto tivessem um poder de demonstrar sentimentos, hoje elas sairiam com um visual cinza e cheias de envergaduras para baixo, como se estivessem se derretendo, se decompondo. Assim sairia um texto meu, ainda que falasse de política, de futebol ou de religião.


Pois nem tudo que se fala, é. Por trás da palavra amor, pode não estar escrito amor. E por trás da raiva, pode estar algum amor.

E como descobrir?

Na dúvida, é bom ler o que está escrito. Ao menos até que se tenha o poder de desvendar uma palavra.

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