quinta-feira, 2 de maio de 2013

Roda Gigante

EU ANDEI DE RODA GIGANTEEEEEEEEEE!!!!
Com a minha mãe!!!!!!! Que fique registrado isso para minha celebração fúnebre! Andei num equipamento chamado "Evolution". Fiquei de cabeça para baixo... solta num cinto de segurança de metal que não era do meu tamanho! Eu tô magrinha! Quase escorreguei para fora do cinto! Eu escorregava ali e estava na VERTICAL de cabeça para baixo. Hoje meus braços doem. Tamanha força que fiz para não ficar suspensa totalmente preparada para exercer um 9,8 m/s²!!!!!!! Hahahhahaahhahaha eu simplesmente tenho a dizer para Newton que vá tomar no cu!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Foi a metáfora da morte!!!!! Mas eu fui. Venci. Com força, mas venci. Porque rodopiar em todos os sentidos e ainda por cima complemente de cabeça para baixo e segurar com a força do braço, foi um desafio. Puta que pariu! Nada poético. Eu não gritei, nem acredito. Apenas era capaz de expressar palavras de baixo calão que não tenho podido expressar nem no colégio nem na faculdade. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA Na hora de descer do tal "Evolution", a expressão geral das pessoas era: "nunca mais!" Ninguém sorria! ahhahahahahahahhaahahah

Mas o melhor foi tentar poetizar um parque de diversões. Fiquei 50 minutos na fila do Trem Fantasma, esperando que uma caveira saltasse em mim e eu descobrisse que estava no Filme da Amelie Poulain. E? O parque fechou e desligou todas as luzes faltando duas pessoas para a minha vez. Resultado: nada de caveiras, nada de Amelie, nada de me fazer dormir imaginando estar num filme. Fiquei tão frustrada que afoguei minha mágoa comendo um churros.

Minha família riu de mim. Porque viram minha perseverança e insistência na fila absurda do Trem Fantasma.
Trens Fantasmas me lembravam mais que Amelie, me lembravam a infância, a adolescência, já fui em vários, não tinha medo mas gostava do friozinho na barriga que dava porque sabia que alguém ia me dar um susto.

Enfim, fica para a próxima encarnação.

Não ia sair um francês narigudo colecionador de fotos 3X4 vestido de caveira de dentro do Trem e arrebatar meu coração, e preciso me conformar com isso. Ainda bem que acabou tudo quase na minha vez.
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Roda Gigante (Chico Buarque)


Lembra, amor
Do tempo em que existia, amor
O beijo escondido no parque de diversões
E depois,
Brincando de brincar
Nos brinquedos parados
Nós dois.
Me leva ao céu, roda gigante
E o carrossel não pára um instante
Você e eu
Brincamos tanto
É que só o amor não era um faz de conta
Montanha russa emocionante
Túnel do amor apaixonante
Tapete mágico, aviãozinho, trem fantasma
E a noite então
Lembra você, mas qual você
Não lembra não.

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"Os opostos se distraem. Os dispostos se atraem"

Realejo

Será que a sorte virá num realejo?
Trazendo o pão da manhã A faca e o queijo
Ou talvez... um beijo teu
Que me empreste a alegria... que me faça juntar
Todo resto do dia... meu café, meu jantar
Meu mundo inteiro... que é tão fácil de enxergar...
E chegar
Nenhum medo que possa enfrentar
Nem segredo que possa contar
Enquanto é tão cedo
Tão cedo
Enquanto for... um berço meu
Enquanto for... um terço meu
Serás vida... bem-vinda
Serás viva... bem viva
Em mim
Será que a noite vira num vilarejo vejo a ponte que levara o que desejo admiro o que há de lindo e o que há de ser... você
Enquanto for... um berço meu
Enquanto for... um terço meu
Serás vida... bem-vinda
Serás viva... bem viva
Em mim
"Os opostos se distraem Os dispostos se atraem"



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terça-feira, 30 de abril de 2013

Das fortalezas e das fraquezas


Das fortalezas e fraquezas

Há horas sinto vontade de escrever sobre o que me fortalece. Sobre o que me põe a enfraquecer.
Como sempre, tenho vontade de escrever de repente. E na vida, não há notebooks de repente.
Foi na calçada do Parque da Redenção. Foi hoje, 30/04, terça-feira, vi muito daquilo que me mantém e contraditoriamente me detém, contém e retém.

As fraquezas, as fortalezas. A contradição da vida. O movimento.

Vem a fraqueza quando vejo pessoas caminhando desgovernadamente pelas calçadas sem olhar para cima, para o lado, para frente – muitas vezes.
Sinto a fortaleza ao caminhar vagarosamente numa estrada ensolarada, pegar aquele solzinho andando.

Vem a fraqueza quando descubro que um menino que conheço foi parar na FASE.
Sinto a fortaleza quando me dou conta de que meus ouvidos querem saber disso, ouvir o que têm estes meninos a dizer.

Vem a fraqueza quando me dou a quem não quer me receber.
Sinto a fortaleza quando percebo que o mundo é muito maior do que isto.

Vem a fraqueza quando espero para atravessar o sinal e vejo um trabalhador carregando materiais recicláveis em carrinhos carregados com sua própria força física e carros buzinando desesperadamente porque estão atrapalhando o trânsito.

Sinto a fortaleza de quando vejo a organização de determinados setores da sociedade que sequer temos conhecimento. Como o catadores, por exemplo. E que no entanto, tornam-se seres invisíveis, que só podem ser vistos se realmente for para tomarem uma buzinada.

Vem a fraqueza quando o simples ato de atravessar a Avenida Osvaldo Aranha se torna um desafio contra a vida. Ou máquinas de ferro te atropelam, ou pessoas querendo atravessar a rua rapidamente te atropelam também.

Sinto a fortaleza de tentar, pelo menos neste momento, observar tanto a vida que aquele que tem pressa de deixar de viver, siga em frente.

Vem a fraqueza de ver o quanto a rotina do ser humano tem o tornado um ser mal educado, tomado de desconfiança de todos, devastado pelo sentimento de querer dar-se bem a qualquer custo, seja ao custo de pisar em cima dos outros, seja de passar antes na fila, seja de ser ríspido no trânsito porque estás andando mais devagar que o fluxo da morte automotiva, enfim.

Sinto a fortaleza cada vez que repudio o mundo do olho-por-olho, dente-por-dente. Aprendi isso na sétima série. Decorei, é  Lei de Talião. Se um motorista de ônibus mal educado para em cima da faixa de pedestre, a Lei de Talião entra em vigor e o pedestre bate com força, ira, raiva e ódio na lataria do ônibus e xinga o motorista.

Vem a fraqueza de ouvir na sala de aula de minha escola, que os 10.000 protestantes a favor do não-aumento das passagens de ônibus de Porto Alegre eram “terroristas”.

Sinto a fortaleza ao dividir isso com meus queridos e amados irmãos de alma que adotei, que me ajudaram a organizar as ideias para dar a boa resposta sobre isso. Porque eu era, naquela noite, uma terrorista! Molhada da chuva, mal conseguia caminhar de tanta água que caía. Quase fiquei doente, com dor de garganta. E as passagens dos trabalhadores foram garantidas mais baratas por tantos terroristas na rua.

Vem a fraqueza de ouvir um cantor que me lembra alguém.

Sinto a fortaleza quando descubro que tinha “Axé Blond” gravado no meu pendrive, não entendo até hoje porque, e isso me fez esquecer completamente o tal cantor anterior.

Vem a fraqueza de precisar dormir vinte minutos depois que almoço, quando me dou a este luxo de almoçar, e ser criticada porque tirar uma pestana é “vagabundagem” mesmo tendo acordado tri cedo.

Sinto a fortaleza quando realmente consigo tirar esta sesta e azar é do Papa Dom Corleone Pio Francisco de Paula IV.

Vem a fraqueza quando percebo que fome dói. E quem tem fome, não consegue refletir, pensar, raciocinar direito, porque estômago dói. E tem gente com fome ainda. Em Porto Alegre. No Brasil. No mundo.

Sinto a fortaleza quando vejo tanta gente que trabalha na tentativa de transformar tudo isso. Quando escuto relatos de experiências mais variadas. Quando há vontade pública, política e social.

Vem a fraqueza quando um viciado em crack se aproxima e a sociedade me obriga a ter medo dele. Medo do assalto. Medo de ser ingênua.

Sinto a fortaleza quando me dou conta de que não há a menor possibilidade de eu viver angustiada me cuidando para não ser pega, porque a humanidade está adoecida.

Vem uma fraqueza quando me dizem para que eu seja mais “esperta, ligada, desconfiada”. Que deixe de ser espontânea, ingênua. Sinto uma enorme fraqueza quando me forçam a desconfiar ou destituir alguém.

Sinto uma fortaleza sem tamanho quando me convenço que quem é mal intencionado não é responsabilidade minha e não tenho ingerência sobre sua má intenção naquele momento. Se quiser, me mente. Se quiser, me assalta. Se quiser, me trova. Se colar, colou. Se não, não fico buscando alimentar o individualismo extremo. 
Cada um seja o que é se aproxime daquilo que mais lhe pareça. De grupos que se pareçam. Por isso tenho me afastado um pouco do mundo facebookeano.

Vem uma fraqueza quando vejo pessoas que são violentas tanto fisicamente, quanto psicologicamente, compartilhando suas mil opiniões de sabedorias, filosofias, e até religiões que pregam paz, e na vida real não são nada daquilo. Na vida real gritam, xingam, humilham, batem, falam o tempo todo da vida alheia, criticam até o vôo dos pássaros sem nem nunca ter visto um voar.

Sinto uma fortaleza de ter entrado no facebook nas últimas três ou quatro semanas, umas três vezes no máximo. E que fortaleza! Existem limpezas na alma que podem ser com ervas, com religião, com meditações, com diversas formas. Mas uma grande recomendação para quem não aguenta mais um mundo tão injusto e que alimenta uma vasta gama da classe trabalhadora que fica só compartilhando o mal ideológico da humanidade, é realmente entrar menos no facebook. Só desligar a televisão não adianta.

Vem uma fraqueza quando vejo uma pessoa com duas muletas tentando atravessar uma das ruas mais movimentadas de Porto Alegre.
E essa fraqueza toma conta de mim e não encontro uma fortaleza a não ser me dar conta de que os ônibus, os motoqueiros, os carros, andam cada dia mais rápido e cada vez mais pessoas idosas terão menos espaço ainda nessa sociedade que não respeita nem o corpo e nem a sabedoria de quem vive há mais tempo.

Senti uma fortaleza de perceber que era jovem o bastante para viver tanta coisa ainda...

Vem uma fraqueza ao pensar não ser justo um envelhecimento desrespeitoso. Onde construímos isso nessa sociedade “fast-tudo”?


Vem uma fraqueza quando não se pode ser o que se tem vontade, de fazer o bem que lhe bem convier. De ser afetuoso nas situações mais absurdas.

Sinto uma fortaleza quando consigo. Quando uma aluna levanta-se de sua classe, vai até mim e me diz: "professora, eu penso exatamente tudo isso que a 'senhora' falou". O assunto era luta contra o machismo.

Vem uma fraqueza quando vejo muitos de um "prédio azul" estudar e respirar dia e noite a educação mundial e no entanto não perceber o que acontece no muro fora da universidade. Sequer se dão conta do que se passa nos outros espaços, no entorno, na calçada da rua.

Sinto uma fortaleza incomparável quando alguém me vê, e me dá um abraço. Que cala, mas que sente.

Vem uma fraqueza quando a poesia é triste.

Sinto uma fortaleza quando a música é vigorosa.

Vem uma fraqueza quando lembro que pouco andei prestando atenção nas flores nos últimos anos.

Imediatamente sinto uma fortaleza quando olho para minhas florzinhas. Elas sorriem. Acredite.

Vem uma fraqueza quando lembro que contemplei a lua tão poucas vezes em 30 anos.

Sinto uma fortaleza de alimentar-me dela diariamente. Seja da cor e do tamanho que estiver.

Vem uma fraqueza quando as pessoas se medem pela quantidade de penduricalhos caros que compram. Em shoppings, em lojas carérrimas, pagam os mais absurdos preços por algo que talvez sua própria alma não permita que os outros percebam com os próprios olhos.

Senti hoje uma fortaleza, pois ouvi um singelo comentário do florista: “tem pessoas que precisam gastar muito dinheiro para ficarem bonitas. Tem pessoas que são bonitas sem nada disso”. Talvez essas pessoas que precisam relacionar sua autoestima pelo seu nível de consumo, jamais percebam o quanto uma flor é bela. Custa barato. Não vai no pé, não se usa no cabelo, nem na cintura. Apenas se aprecia na alma. E pode brilhar mais que diamante.

E a minha maior fortaleza, é exatamente saber que não estou só com todas as minhas fraquezas. Porque quanto mais pessoas se importam com estas fraquezas, mais se é capaz de praticar a fortaleza coletivamente. 

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Subvertendo...

Subverti! Subversão, resistência, transgressão. Palavrinhas-chave do semestre. Gramsci. Que medo!!!!!!!!!! Apesar desse blog ser meu, de minha posse e propriedade (não-privada, porque paira pelo ar e qualquer um pode ler), vou ter que escrever por metáforas. Estágio probatório, né, o sistema me manda ser bem obediente. E assim vou. Que vontade pulsante de escrever uma TESE sobre o que eu ouvi hojeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Resumindo: Viva Beethoven e a 9ª sinfonia! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! O que estamos fazendo? Não decepe um cérebro humano! A criatividade! A espontaneidade! Pelo contrário, vamos conversar, vamos criticar, analisar, falar sobre, e não simplesmente atribuir valor e punir. Em nome do quê e de quem estamos mentindo? Estamos pregando para uma geração inteira que precisam estancar a si próprios em nome de virarem adultos e não poderem ser quem quiser. E atribuindo juízo de valor negativo sobre aquilo que não vem de si mesmo. O que vem do outro, em geral, não presta. Se for de gerações mais novas então, pior ainda. Não sei se posto a música do Pink Floyd The Wall ou se posto a nona sinfonia mesmo. O velho e novo. QUAL A SÍNTESE? Neste caso, a síntese é obedecer ao poder pré-estabelecido pela convenção.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O show do Jamiroquai em Floripa

Faz quatro dias que eu to mal não sei nem do quê. Tudo começou domingo. Estava tudo tranquilito, no más... até que envio um recado a um amigo perguntando o que poderia ser feito de bom na ilha de Santa Floripa num carnaval. E ele me diz: eu tenho um ingresso para o show do Jamiroquai e como tu não me respondia, ia passar adiante. Tudo deu certo e na hora certa. Eu!!!!!! Vendo Jamiroquai????? Jay Kay bem de perto? Coincidência ou não, no dia antes de viajar, resolvi botar o dvd no quarto e assistir "Jamiroquai ao vivo em Montreal". Bah! Um dvd do caralho! Eu sempre gostei do Jamiroquai porque imitava tudo que o meu irmão gostava. E dessa macaquice de imitação, acredito não ter atingido a tudo que ele gosta, mas boa parte foi assimilada. E ele é uma pessoa que nos influencia tanto, que até minha mãe passou a gostar de muitas das suas coisas, porque escutava o som tão alto, tão alto, tão alto, que sabíamos as letras das músicas das suas bandas preferidas por osmose. Com Jamiroquai não foi diferente. Ele aprendeu a gostar porque um grande herói, seu tio Betho Costa, gostava e o apresentou. O Betho era meio assim como o Amon, gostava de música e mostrava para os outros. Cada vez que o Amon voltava de uma temporada com o Betho em Floripa ou em qualquer lugar, voltava com um repertório novo. Blues, Soul, e outras coisas, inclusive punk rock, foi herança do Betho. E algo dessa herança chegou até mim. Nossa herança por parte da mãe, vem muito voltada para a música brasileira, jazz, coisas mais lights. O Jamiroquai é como se fosse uma coisa que ouvia desde pequena mas era inatingível. Tocaram no Brasil há uns 15 anos atrás ou mais, e nunca mais. Eu, jamais me imaginei indo num show deles porque não sei qual é o seu paradeiro. São ingleses mas não sei por onde tocam. Um mito da fifizice que eu jamais pensei que viveria para ver! Inclusive porque o Jay Kay tá ficando velho e seus passos meio "space cowboy" já não são mais como de antigamente. Ele ofegava, suava, cansava, dava para ver que já não é mais aquela piração total com mil piruetas. Mas isso não tirou a graça, muito pelo contrário, estava lindo, querido e aclamadérrimo por um povo que realmente era fã deles ali assim como eu. Não vou comentar que muita gente chegou naquela casa de shows depois que o show estava quase acabando, porque queriam ir só para a "festa" e mal conheciam o Jamiroquai. E também não vou comentar sobre os camarotes vips. Eram o quadro da dor. Meninas super produzidas com cara de quem não via a hora do show terminar porque não sabiam o que estava tocando ali. Eu não sei, deve ser alguma espécie de status dizer que foi num camarote, para ficar com cara de bunda ouvindo a banda que para mim era a mais desejada, como se fosse um sonzinho ambiente chato que não acaba nunca. Eu mal prestei atenção nisso, porque gritava muito, pulava muito, suava, cantava, nossa! Saí de lá rouca. E pensei: eu ganhei, de graça, e fui lembrada por esse amigo tão querido, o Rodrigo Borges Barcelos, não pode ser verdade! Ainda brinquei com ele, só falta eu quebrar o pé amanhã, porque é muita sorte a minha!!!!!!!! Pois bem, não quebrei o pé, mas estou há quatro dias de cama com febre e uma coisa na laringe, na faringe, nesses negócios aí, e não passa! E a febre não passa! E eu não consigo dormir de dor! Mas vai passar! E a memória da emoção e do show do milênio que eu fui, isso não vai passar!!!!!!!!!! Inesquecível!!!!!!!!!!!!!!!! Doente, mas emocionada!!!!! Nossa, como gritei! Há muito tempo não gritava tanto. Me senti uma adolescente. Mas foi pura emoção.

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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Uma coisa só...

Porque eu passei uns quinze anos me preocupando só com o mundo. E tinha raiva de quem se preocupava consigo e com os seus, apenas. Porque eu esquecia de alimentar a alma muitas vezes. O tempo de se preocupar com o mundo era o tempo da vida. Quando vi, me preocupei tanto em mudar o mundo que pouco me preocupei comigo. Me sentia culpada se faltasse uma reunião dessas que se faz para mudar o mundo. Hoje me sinto culpada de não ter faltado mais essas reuniões para cuidar de mim e dos meus. Porque somente cuidando de mim e dos meus, que consigo ter paz para mudar o mundo. E cuidando do mundo, percebo que cuido de mim e que os meus são todos aqueles precisam de um mundo melhor. Porque somos uma coisa só.

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sábado, 26 de janeiro de 2013

Amigo é coisa para se guardar...

Há muito tempo eu venho pensando nisso. E nunca expresso por escrito de forma organizada. Como hoje eu estou, digamos, com a mente relaxada... resolvi escrever. A família é importante, os amores... tudo isso faz parte da vida. Mas os amigos, putz! São os campeões de clichês, talvez porque seja real mesmo esse negócio de que amigo não se tem por obrigação. Amigo é escolha. Ninguém é amigo para agradar. Ninguém é amigo porque tem que ser amigo. Ninguém é amigo por obrigação. Ninguém é amigo porque pagaram-lhe um "dote" medieval e é preciso estar com ele. Ninguém é amigo porque um achou o outro bonito e resolveu ser. Amigo é uma coisa sem explicação. As pessoas são totalmente diferentes, e, no entanto, se adoram! Amigos genuínos que confiamos nossos segredos, que dividimos nossa alegria, nossa tristeza, são engrenagens muito especiais para fazer funcionar a máquina da vida. Não importa quantos sejam. O que importa é o quanto são especiais. Tem amigos que nunca se veem e não perdem essa sensação. Tem amigos que se veem sempre, que se trocam sempre. Tem amigos que é só de vez em quando mas um sabe o que o outro pensa e como se sente. Tem amigo de todas as cores, de todos os sabores e de muitos amores! É um eterno "respeitar" e aprender sobre a forma e o conteúdo do outro. É um ensino constante. Amigo pode ser um poço de crítica mas também é um baú de esperança. Principalmente quando não estamos muito bem. Tem os amigos previsíveis, aqueles que a gente já sabe o que vai falar sobre nós. Tem os imprevisíveis. Tem os mais críticos, os mais tranquilos, os mais chatos, os mais engraçados. Tem os mais abobados. Tem os mais estudiosos... tem os que se colocam na nossa pele. E tem aqueles que nos desafiam a ousar sempre. Eu tenho a sorte de ter amigos e amigas desde pequena, até hoje. E também tenho a sorte de ter amigos que conheci há pouco e parece que os conheço desde que nasci. Eu não sei o que seria da minha constituição enquanto ser humano se não fossem essas relações de troca. Quando estava casada, e agora solteira, continuo com a mesma intensidade nas amizades que sempre cultivei, com a mesmíssima força. Porque amigo é amigo. Desde as piores situações até aquelas em que a gente imagina com quem vai dividir o dinheiro da Mega Sena acumulada da virada... hehehehehe (eu não jogo na mega sena, tá, isso foi uma piada). Se um dia eu morasse bem longe destes amigos todos, acho que sofreria um bocado. Porque todos eles fazem parte da minha vida. Cada um de um jeito, cada um com uma especialidade e uma personalidade sui generis... mas sobretudo pessoas que me fazem compor o meu "todo". MEUS AMIGOS TODOS!!!!!!!!!!!! EU AMO VOCÊS!!!!!!!!!!!!

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