sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Diretamente do Reino Encantado da Hipocrisia, na terra de Tão Tão Perto...


Era uma vez...

O Reino Encantado da Hipocrisia começa a fazer sentido para mim. Antes não tinha muita paciência com o Reino Encantado da Hipocrisia, só era capaz de forma pragmática, de achar que a hipocrisia era uma escolha...
Bom, não deixa, de certa forma, de ser. Mas de repente o que acontece é que é uma escolha velada. O exercício do desvelamento dessa hipocrisia não se dá assim de forma tão fácil e muitas vezes nem se dá.
Na terra de Tão Tão perto, geridos pelo reinado absoluto das majestades encantadas da hipocrisia, acontecem coisas que verbalizando ninguém acredita. Ou até mesmo se duvida. Isso quando não passa batida e ridicularizada como “teoria da conspiração”, para os mais simplistas...

Pessoas passam a vida a controlar pessoas, e a forma mais violenta delas é o controle moral, que depois às vezes se exterioriza até em controle violento físico. A moral sempre esteve a serviço de um grupo minoritário que controlou um grupo inúmeras vezes maior. Na verdade, quando falo em moral, estou falando de um instrumento constitutivo da conduta humana daquele grupo ou local, que por muitas vezes faz os mais variados pensamentos individuais se tornarem uma fronta à felicidade. Felicidade essa, que tanto pode ser individual ou coletiva. Não se trata de classificar que moral é boazinha ou que moral é má, mas sim, de detectar a quantidade de gente da terra de Tão Tão Perto, que sofre o resultado de dívidas cruéis do Reinado das Majestades Encantadas.
No Reino Encantado da Hipocrisia, acontecem coisas interessantes. Nada tão individual e nada tão coletivo. Tudo na mais profunda desarmonia, porém, num caos organizado. Acredita? Na terra de Tão Tão Perto o caos é organizado. O caos tem hierarquia, regras, leis, ordens, normas, etc. A grande novidade desse pedaço de terra em meio aos demais Reinos, é que a ordem do caos confunde a cabeça dos plebeus, a ponto deles pensarem que o caos não existe. E digo mais, a maioria dos plebeus repetem feito papagaios que esse papo de que tem caos no reino, é coisa de quem não tem mais o que fazer. Tem plebeu que diz que os mais miseráveis são assim por escolha, pois se pegassem numa enxada teriam o que comer.

Mas além disso tudo, tem outras coisas interessantes nessa terrinha tão curiosa Olhem só: tem escola nos arredores do reino. As majestades gostam de dizer que a plebe tem direito à educação. O curioso é que os assuntos que os professores ensinam para os filhinhos da plebe não significam quase nada para eles. E sabe do que mais? Muitos dos professores receberam esta mesma educação, não aprenderam quase nada, e hoje repetem tudo aquilo que não aprenderam, para os seus alunos. Lá em Tão Tão Perto se faz um estudo por um tempo, onde dizem que as pessoas saem aptas ao ofício de professor. O ofício de alfaiate, em grande parte, se aprende tendo um equipamento e aprendendo a meter a mão na massa.

Eu gosto de estudar esse Reino, porque ele tem política para tudo. Até mesmo quando não tem.

Olha que interessante: no Reino Encantado da Hipocrisia, as minorias são as maiorias. Como isso? É bem simples. O poder das majestades sempre esteve ameaçado. Em torno dessas ameaças, esse pequeno grupo convenceu o grande grupo, que eles eram minorias. As mulheres plebeias tem mais de 50% da população e são chamadas de minoria, os plebeus que foram roubados de outro continente para trabalhar de graça são hoje grande parte da população de Tão Tão Perto e são chamados de minoria, as pessoas que tentam externalizar suas mais variadas formas sexuais de relacionamento são chamadas de minoria, como se as majestades fossem assexuadas.

Ih, o Reino Encantado da Hipocrisia tem tantos elementos interessantes e contraditórios, que não vai caber num relato só.
Viajo todos os dias para conhecer um pouco mais desse Reino e dessa terra, e a cada dia faço uma descoberta diferente.
Entre essas descobertas, conheci as mais variadas formas de resistência e transformação do mundo vivido pelos plebeus. Essa parte da história é bem legal. Ficam para as cenas do próximo capítulo...

8 comentários:

Anônimo,  9 de setembro de 2009 05:56  

oi Fi,
leu o CG de hoje? Cita teu nome, dá uma olhada e vê se vale alguma tréplica.
Sobre teu post acima, confesso que ficou meio distante para mim, precisaria de uma leitura de rodapé da autora!
beijo cheio de saudade
mom

Fifi 9 de setembro de 2009 07:11  

hahahahah todo mundo fica tentando entender de quem eu to falando... mas acalma o coraçãozinho, não to falando de ninguém, to falando de ideias...

Anônimo,  9 de setembro de 2009 11:10  

ahhhh...meu 'coraçãozinho' tá bem calmo e não fiquei tentando identificar este ou aquele, apenas achei meio ininteligível, etéreo.
beijo sonoro!
manhê

Fifi 9 de setembro de 2009 13:37  

etéreo é algum tipo de aerolito?

Leandro 10 de setembro de 2009 09:17  

Não entende a tua mãe? Meio etéreossexual! Capisce?

Mari Schmidt 10 de setembro de 2009 21:43  

Fiiiiifouuuss... Achei teu Blog.... Eba eba eba!
E, digamos que de certa forma, relacionei essa tua postagem com uma determinada situação que não é de completo desconhecida pelos "plebeus" do Reino da Maravilha. Sacou?!
Saudades de ti...
Beijos

Fifi 11 de setembro de 2009 19:42  

Baaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh ó mais gente fazendo do meu texto compreensões que não são a da autora!!!!!! eehehheheheeeeeeeee

bjo mariiiiiii

Anônimo,  14 de setembro de 2009 06:55  

fi,

seria importante(diria obrigatória) a leitura/publicação desta matéria do Marco Weissheimer

http://rsurgente.opsblog.org/2009/09/12/transparencia-de-resultados-quanto-a-midia-gaucha-esta-recebendo-do-governo-yeda/

trata da mídia e de seu financiamento com recursos públicos.
TEM QUE LER!!!!!

beijo amoroso
rose

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