domingo, 29 de maio de 2011

Mafaldeando

Eu tenho uma sensação que a Mafalda faz parte da minha família e convivo com ela desde pequena... deve ser porque já decorei algumas tirinhas...

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Conferência da DS de Gravataí

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sábado, 14 de maio de 2011

O que fazemos dos nossos meninos?


Falar em “nossos” meninos significa pensar coletivamente. Seja na sociedade ocidental capitalista, seja na aldeia indígena, seja numa comunidade islâmica ou oriental. Educação humana não é presente de pais para filhos ou de professores para alunos. Educação humana é processo coletivo de todos com todos o tempo todo. Falar em “nossos” meninos significa pensar naqueles que vieram ao mundo nas últimas gerações. Neste texto em especial, os meninos. Há muito tempo mulheres lutam por sua dignidade e o seu direito ao “mundo”. Aos poucos, a realidade da vida começa a mudar através do contínuo processo de lutas sociais por todo o planeta. Aos poucos mulheres começam a ocupar novos espaços, começam a adentrar em lugares nunca antes permitidos e também a instituir outras relações econômicas e sociais na sociedade. O que reflito neste momento emerge do que sempre pensei mas nunca escrevi: a educação que homens e mulheres reproduzem aos meninos. Crianças de qualquer idade recebem tratamento diferenciado conforme seu sexo. Esse fato não é novidade para ninguém. Meninos “são” azuis e meninas “são” rosas. Meninas em geral são instigadas ao campo da afetividade, do cuidado e do carinho, e os meninos são instigados a bravura, a coragem e a disputa (nesse caso, a disputa por vencer, por ser um vencedor de qualquer ordem que seja). Um menino de apenas dois aninhos recebe de um homem adulto um “tapinha” nas costas ou um aperto de mão como cumprimento. Uma menininha pode receber um beijo. Pais e filhos passam desde muito cedo a trocar carinhos de bebê por carinhos de homem para homem, ou seja, distanciam cada vez mais o lado afetivo entre homens e o que fugir disso soa estranho para o restante da sociedade dos “tapas” nas costas. O menino adolescente que não demonstrar ser um potencial “garanhão” precisa de cuidados especiais, pois o resto da família pode desconfiar que o bravo menino pode não ser tão bravo assim. Os medos e receios inerentes aos seres humanos devem ser suprimidos em lugar da construção artificial de uma bravura e coragem que qualquer homem na sociedade ocidental deve ter. Meninos não choram. Ainda com idades muito precoces quando meninos se machucam os adultos insistem em enfatizar que menino não chora ou não deveria chorar. Meninos não choram? Por quê? Seres humanos choram. Seres humanos sentem medo. Seres humanos são sensíveis. As mulheres receberam secularmente um fardo hipócrita de tentar explicar sua facilidade de externalizar sentimentos ou sensibilidades em função de seu sistema reprodutivo que ocasiona uma Tensão Pré-Menstrual, famosa TPM. Esta tensão lhe facilitaria a sensibilidade e o choro. Será mesmo? Ou será que todos temos vontade de chorar mas os homens não foram educados para chorar? E se os homens fossem educados para se sentirem menos “bravos”? Menos corajosos? Menos “machos” em disputas que resultam em gestos de agressão? Se os meninos fossem educados para pegar leve nesses elementos, lhes faltaria alguma coisa? Seriam impotentes? Seriam pessoas incapazes? Seriam covardes inúteis? Seriam frágeis como são tachadas as mulheres? Seria o fim da reprodução humana e da virilidade? Ou seriam simplesmente pessoas livres e mais transparentes com todas as sensibilidades que a complexidade humana carrega? Seriam mais felizes. Seriam mais coerentes com aquilo que carregam dentro de suas subjetividades. Qualquer pessoa sabe que homens são sensíveis. Sensíveis como qualquer mulher também é. Mas simbolicamente da porta de casa para rua, a sensibilidade masculina na moral que vivemos precisa ser abafada. Já pensou um homem dar um soco no outro homem e ele não reagir? Que covarde medroso, não? Para ser educado como homem, precisa de sobrecargas de bravura, “macheza” e coragem. São estes os adjetivos dignos do verdadeiro “homem macho”. Não basta ser homem, tem que ser “homem macho”. Alguém poderia me dizer: “estás generalizando, não é bem assim”. Pode não ser bem assim dentro de algumas casas, o que não adianta muito quando encaramos a educação como um processo coletivo, e não isolado. Se aprendemos sobre a vida constantemente e cotidianamente, logo, introjetamos na subjetividade cargas e mais cargas de condução moral em tempo integral. Pensava muito sobre acidentes de trânsito, sobre uso de armas, sobre brigas de soco, de faca, sobre crimes passionais, sobre homens que não se conformam em perder território humano (mulheres) para outros “homens”, sobre crimes sexuais, sobre coragens para perversidades mil entre seres humanos, e refletia sobre quem eram aqueles que mais os cometiam. Todos nós sabemos, são homens. E isso é culpar os homens e isentar as mulheres? De modo algum, tenho horror de sexismo. Levando em consideração que o sistema econômico exploratório e individualista que permeia o mundo é o grande condicionador da racionalidade humana atual, os homens são sim os grandes alvos do papel de “homem lobo do homem”. E isso não se dá espontaneamente. Isso é resultado histórico e social. Como pessoa envolvida com educação e sociologia, não poderia não achar que a educação está na chave deste sistema social caótico. Nem mulheres nem homens são os culpados deste quadro, mas o pensamento social dominante que perpetua esta educação para a sociedade. E grande parte dela continua a reproduzindo, consciente ou inconscientemente. Homens e meninos definitivamente não são assim por causa de sua testosterona, mulheres e meninas não são assim por causa de sua progesterona. Enquanto continuarmos hipocritamente jogando tudo para o lado da fisiologia pura e simplesmente, meninos continuarão sendo educados para chutar o coleguinha da classe do lado se este o importunar, a dar beijo em todas as meninas do colégio e a quebrar um braço sem chorar. Muito me alegrei ao ler num livro ontem que Freud perto de sua morte admitiu não ter sido capaz de analisar o sistema psíquico das meninas e das mulheres, deixando esta dívida para a história, pois até então suas análises me pareciam revolucionárias, mas machistas. Respirei fundo e me alegrei. Mulheres estão dando segmento para o seu pensamento rumando outros enfoques sem perder a psicanálise de vista. Sobre educação sexual de meninos e educação sexual de meninas, fica para a próxima, pois esta sim é ainda mais complicada.
Não sou perita em psicologia nem pedagogia, e jamais adentraria na área de forma simplista. Mas a realidade na luta por uma outra educação e a vivência de "ser e estar" no mundo enquanto uma mulher feminista que não pretende a guerra dos sexos mas a igualdade dos direitos à vida e ao corpo, me permitem ao menos divagar sobre o tema. Para variar o foco, ao invés de divagar sobre a educação que recebem as meninas, me centrei na educação que recebem os meninos, que, apesar de diferente, é tão perversa quanto a das meninas se tivermos a liberdade e emancipação humana enquanto horizonte.

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quarta-feira, 11 de maio de 2011

FINALMENTE! O desarmamento em pauta de novo!

Para diminuir a circulação e livre comércio de armas no Brasil. Finalmente pautaram o desarmamento novamente. Os argumentos do coronelismo brasileiro precisam urgentemente sair de vigência!!


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sexta-feira, 6 de maio de 2011

O Brasil da diversidade


por Amon Costa Historiador e Presidente da FUNDARC - Gravataí

O Brasil foi historicamente governado por uma elite que instituía sua moral aos demais sujeitos da sociedade, impondo suas crenças, credos e costumes. Há mais de 500 anos aqueles que sempre foram os oprimidos da sociedade ficaram a margem de decisões políticas e sociais que poderiam melhorar suas vidas. O Brasil vive hoje um marco histórico resultante de inúmeros processos de luta, de resistência, de bravura e de embate, tanto na vida dos oprimidos e da classe trabalhadora, quanto na sua forma de organização e relações entre si. Elegemos, entre um período historicamente curto de tempo, o primeiro homem operário oriundo da categoria mais pobre que existe no Brasil, o ex-presidente Lula. Em seguida, elegemos a primeira mulher presidenta da história deste país, torturada nos calabouços da ditadura militar, foco de preconceito e discriminações diversas, a presidenta Dilma. Num efeito histórico dos rumos do país, da forma de governar e
das relações de respeito com os movimentos sociais, o Brasil aprova numa instância máxima, o direito de família dos casais homoafetivos. Com isso, não foi aprovado apenas um marco legal. Com isto se sinaliza também, que o poder do Estado enquanto instituição regulamentadora de direitos da sociedade, encontra-se num cenário político que vem acompanhando as mudanças na sociedade e a busca pela dignidade humana em todas as suas esferas. Esta conquista não é um presente do STF. Esta conquista é fruto de décadas de lutas sociais dos homossexuais pelos seus direitos perante a vida. Esta conquista movimenta também, novas formas de relacionamentos entre pessoas, novas reflexões sobre respeito e dignidade e novas concepções de como atingirmos a emancipação humana de fato. É inadmissível que ainda aconteçam crimes contra a sexualidade das pessoas, das crianças, de jovens e adolescentes alvos de violência, de preconceitos
múltiplos que resultam em agressões, em derramamento de sangue, em falta de assistência, em intolerância, em medo, em crueldade. A cidade de Gravataí contribuiu e vem contribuindo em nível local, na medida em que pauta o tema da Diversidade Sexual através do Fórum Permanente na Fundarc, dialoga sobre o assunto, traz visibilidade e institui Lei Municipal da então vereadora Rita Sanco contra o preconceito aos homossexuais em estabelecimentos diversos, etc. De fato e de direito vivemos em um novo Brasil, os movimentos feitos em cada canto deste país, sejam ações de governo, sejam dos movimentos sociais, sejam nas lutas e enfrentamentos das pessoas no seu cotidiano, contribuíram num efeito positivo sintetizado no STF na tarde de ontem. O dia 5 de maio de 2011 será lembrado acima de tudo, como um marco legal em favor do respeito, da dignidade e da felicidade. Parabéns para todos e todas que lutam “aqui e agora” por um mundo melhor.

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

O invisível Dia Internacional do Trabalhador


Domingo foi primeiro de maio. Houve um tempo em que a mídia de massas veiculava ações que aconteciam em todo o mundo. Noticiava meio contrariada, mas fazia. O Fantástico deste domingo se superou. Em nome do capitalismo que a sustenta, a Globo não noticiou sequer a “menção” da referida data. Tenho convicção que se ontem tivesse sido o dia internacional do beijo, ou do cunhado, ou do uso de chapéu, talvez tivessem produzido alguma materiazinha divertida sobre o tema. A ideologia dominante se organiza através da tese de que a luta dos trabalhadores e trabalhadoras foi superada. Vivemos em um “suposto” novo tempo em que lutas sociais em torno do trabalho e do trabalhador caíram de moda e fazemos parte de uma nova realidade com especificidades tais, que, falar em luta de classes é coisa de dinossauro. Para cima de mim? Ah, essa não. Enquanto homens e mulheres seguirem morrendo em seus trabalhos e a caminho deles, seguirem tendo partes dos seus corpos mutilados, seguirem tendo lesões diversas em funções de seus esforços, seguirem vendendo suas forças de trabalho cada vez mais violentamente com cada vez menos direitos, falar em luta de trabalhadores não sai de moda. E não apenas por isso. Não sai de moda, pois o capitalismo não saiu de moda, o lucro das empresas não saiu de moda, a exploração do humano pelo humano não saiu de moda, a sociedade ocidental dividida em classes, não saiu de moda. O corpo e a vida humana ainda tem preço. Uns custam muito, pois tem posições na sociedade com maior destaque. Outros são mais baratos, pois são trabalhadores, pobres ou miseráveis. Grandes corporações da construção civil contabilizam em seu planejamento custos com mortes de funcionários; a cada dia morre no Brasil um número absurdo de motoqueiros que trabalham contra o relógio em nome da velocidade do capitalismo; trabalhadores de grandes indústrias perdem pedaços de dedos e das mãos a cada mês no mundo; e por aí poderíamos citar mil exemplos. Quem achar exagero sugiro uma visita ao Hospital Cristo Redentor. Basta ficar meia hora na recepção e ver a quantidade de casos de acidentes de trabalho que baixam hospital. O dia em que um desses for o “dono” ou o “sócio” da grande empresa, talvez seja um sinal efetivamente de novos tempos... Se prestarmos atenção, a classe dominante morre de “causas naturais” ou no limite, acidentes de trânsito. Essas coisas são “dinossáuricas”, foram superadas ou não existem mais? Errado. Isso é o que sustenta o capitalismo: a exploração do trabalho de homens e mulheres. Essas pessoas que movem o mundo, não receberam nenhuma menção na noite da “família brasileira” que assiste ao Fantástico. Isso que não vou nem entrar no mérito da discussão sobre o quanto ganha um trabalhador e o quanto ganha o seu “patrão”. Este debate na luta de classes, daria um outro texto. Mas, ironicamente, algumas instituições que tentam vender a ideia de que “a luta de trabalhadores e trabalhadoras já morreu”, não citaram sequer meia frase neste dia “normal” de domingo.
Foto: Sebastião Salgado

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