sábado, 18 de dezembro de 2010

Sinalizando avanços importantes

A esquerda mundial, diante de diversos processos de participação já experimentados no globo, aprendeu muito com as experiências petistas de Porto Alegre. De uma conjuntura política autoritarista no período da Ditadura Militar no Brasil, Porto Alegre nasce como um foco de práxis transformadora na medida em que materializou o que seria o pontapé inicial para uma democracia participativa. Mostrou ao resto do mundo que é possível elevar a qualidade política através da participação popular. Obviamente, que, como qualquer outro processo, aparecem contradições, avanços, retrocessos, e diversificadas situações que talvez não estivessem previstas na sua constituição enquanto política pública. No saldo final, ensinou ao mundo que é possível trabalhar educação com política e alertar para a necessidade de um Estado transparente que envolva a capacidade crítica e associativa de seus cidadãos. O que estava por trás do Orçamento Participativo na experiência petista, nada mais era do que uma intencionalidade ideológica de envolver pessoas e tornar o que é público, público de fato. Desmontar estas experiências na lógica da ideologia hegemônica dominante, apresentou-se de certo ponto, de modo fácil. A perda substancial da importância do OP em Porto Alegre, e talvez em demais localidades, ao eleger projetos de direita, ou de “centro-direita”, mostrou mais uma vez a importância da conquista do Estado, não apenas nas suas instâncias de participação, mas como eixo político fundamental através do processo eleitoral. Alternativas para mudar questões como consciência de classe ou processos contra-hegemônicos, estão nos movimentos sociais e na disputa partidária pelo Estado. Embora seja forte a crítica a respeito da conquista deste atual Estado burguês, abrir mão dele neste período histórico simboliza retrocesso nas lutas orientadas até aqui. Não enxergo hoje, uma alternativa ao combate das estruturas do Estado burguês, sem ser através dele próprio. A não ser, é claro, que se rompa com a lógica de forma radical, experiências tais, que a história mundial nos mostrou sua potencialidade para não dar muito certo no final. O processo democrático em que a experiência de Porto Alegre atenta, significa repensar metodologias, ressignificar o período histórico, e mais uma vez reforçar que não somos todos iguais de fato. A esquerda e a direita não se confundem, e, portanto, discursar em torno de um movimento em que “todo mundo se misturou”, demonstra, no mínimo, incapacidade dialética de perceber o momento em que estamos vivendo. Muito embora existam ramos da esquerda que de fato nos confundem. Em torno destas colocações, trabalhar um momento participativo de orçamento público junto à estrutura do governo federal, tem hoje campo e momento histórico ideal para entrar em ação. Aguardaremos sinais de seu planejamento e execução.

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domingo, 5 de dezembro de 2010

O medo do outro



A fúria gratuita, a ira desgovernada, a violência incontida e a intolerância àquilo que lhe é desconhecido, pode matar. Pessoas no Brasil ainda vivem na externalização da incompreensão ao desconhecido, através da violência. Alguns ensinam a violência verbal, e outros, executam a violência física de fato. O preconceito que mata e agride homossexuais não afeta apenas os jovens instigados desde crianças a odiar aquilo que não conhecem. O preconceito que se vê dentro das casas, nas escolas e nas ruas, não se trata de brincadeirinha que é jogada ao vento e se perde como partículas no ar. O preconceito do mundo adulto que educa (ou melhor – deseduca) pessoas a odiar outras, não é uma simples piadinha de porta de banheiro ou conto engraçadinho de uma conversa de bar. Este preconceito que agride pessoas, que corta, que arde, que bate, que dói, que sangra, não é uma bobagenzinha que as pessoas esqueçam. A piada, o conto, a ironia e a subestimação são elementos trágicos para a sociedade atual que acabam gerando crianças e adolescentes presenteados por uma raiva daquilo que desconhecem, sem ao menos entender o que acontece. A palavra preconceito anuncia aquilo que imaginamos ser algo. Porém não sabemos o que é de fato. E de tantos pré-conceitos, pessoas que expressam suas formas de amor de forma lícita e autêntica, são categorizadas sempre de modo negativo pelo vácuo de conhecimento daquele “monstro” desconhecido. E o que se faz quando algo é desconhecido? Inferioriza-se, agride-se, detona-se, toma por inimigo. Não vou nem entrar no mérito de possíveis explicações freudianas perante estas raivas. Mas o fato é que a sociedade teme ao outro. Teme ao diferente de si próprio. Ouso dizer, que alguns temem à liberdade. Porém, também ouso dizer que estamos evoluindo. Em lentos passos, a intolerância ao desconhecido vai se perdendo perante a superioridade das gerações vindouras, da coexistência entre os diferentes e da diminuição da carga pesada que alguns descarregam nas inocentes mentes de nossas crianças, que sequer entendem de onde nascem tantos ódios. Num piscar de olhos, pequeninos inocentes reproduzem apelidos homofóbicos e na maioria das vezes, não sabem sequer o que estão falando, só sabem que ouviram em algum lugar e é para xingar alguém. Num piscar de olhos, adolescentes aparecem soqueando outros. E neste instante, então, o mundo dos adultos "gênios" aparece para culpabilizar pequeninos e falar em bullying...

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terça-feira, 30 de novembro de 2010

No embalo da embalagem.


Tem coisas que me irritam profundamente e uma delas é a quantidade de lixo doméstico que produzimos. É muita garrafa pet, muito tetrapack, muito saquinho, muito isopor, muito potinho, muito plástico, muito papel, papelzinho, muita embalagem embalada dentro de outra embalagem bem mais embalada ainda.

E quanto mais embalada, mais a plateia gosta da sofisticação e da mordomia das coisas vindo cada vez mais particularmente embaladas. É a embalagem do canudinho, dá uma chupadinha e bota tudo no lixinho, a embalagem do absorvente, a embalagem do bifinho unitário, a embalagem do arrozinho para dois, a embalagem da fatiazinha de queijo do moço solteiro, a embalagem da embalagem do embalo da embalagem. ISSO ME IRRITA MUITO!!!

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Barbie Video Girl


Estava eu fazendo minhas tarefas, eis que minha filha de 7 anos me pede para ver uma propaganda da Barbie Video Girl...

Fiquei chocada.

A Barbie tem uma microcâmera no pescoço, filma e grava, e depois a criança passa as imagens para o computador.

Talvez não devesse ficar chocada, pois muita criança tem acesso à vídeos, câmeras, celulares, tudo quanto é modo de mídia a qualquer hora e momento.

Mas daí a inventar uma Barbie que faz isso de forma praticamente "secreta" e vender por aí, me fez passar um filme na cabeça. Meu pensamento foi parar na concepção ética subliminar que vai sendo constituída na mente da criança...

A criança que tiver essa Barbie vai gerar um verdadeiro terror dentro de casa caso invente de gravar conversas ou "coisas proibidas", sem o adulto ter sequer noção que aquela bonequinha ali parada está filmando tudo.

Afinal, vai ter gente até achando pedagógico às crianças, aprender a mexer em tecnologias do novo século... vê se eu posso...

Vivemos num grande big brother, eu tenho consciência disso, mas algumas coisas parecem que estão ficando tão desenfreadas e tão naturalizadas, que não questionar também me causa receio.

Com isso não quero parecer que virei a "conservadora" das questões pedagógicas ou a "antiquada" das novas tecnologias, bem pelo contrário, mas não dá para passar batido que tudo isso se naturalize e ainda venha de forma loira e bonita vestida de Barbie... pois como a propaganda já diz: "Barbie, é tudo que você quer ser!!"

E o pior não é isso, é que ela viu meu espanto e não para de pedir a tal Barbie - penso que deu ibope reverso o meu espanto...

E viva a sociedade do espetáculo...

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dogs and peoples...


Reparem bem nesta imagem... é Tinker, de 3 meses, a filha da minha filha, mais precisamente minha neta de pelos...

Estava roendo um possível crime irremediável... eis que eu pego na tampinha e ela faz essa cara...

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Semana cheia de emoções...

Fortes emoções na semana passada...

Meu pai tomou um tiro e ficou hospitalizado a semana inteira...

E ao fim da semana, elegemos a primeira presidenta da república da história deste país.

Êita coração...

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Serra em Gravataí hoje

Hoje o Serra estará em Gravataí à noite. Uma colega sugeriu que ele fosse pela RS118...

Eu já acho que se ele fosse até o CTG pela RS118, certamente iria desfazer a promessa a Yeda, de presenteá-la com um ministério...

Serra, vá pela Free-way... nossos altos pedágios lhe garantirão uma boa viagem.

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

É Dilma 13 e uma gripe do cão chupando manga...

Minha gargantinha e meu corpinho não resistiram às diferenças de temperatura entre a noite e o dia e entre a ventania das kombis no meu pescocinho...

Meu cérebro gira em torno de um pus sem fim, fiquei surda, os olhos boiam na sinusite aguda e a garganta arranha completamente...

A tosse desce verde e já estou ficando parecida com a Fiona...

Mas mesmo assim, é Dilma 13 e assim que reerguer das trevas verdes do catarro galopante e dos vírus mutantes, estarei aí novamente...

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SMS ao Trotsky...

Querido Trotsky...

Como teria sido a revolução se houvesse internet na sua época?
Teríamos outras alternativas de leitura...
Informações diversas chegariam aos mais longínquos rincões... sem ser apenas a informação "oficial" burguesa...
Utilizaríamos twitters, orkuts, facebooks, emails, blogs, tudo o que fosse possível para disseminar as ideias contrárias ao poder de stalin... talvez barraríamos mussolini e hitler de quebra através de informações adversas ao nazismo e ao fascismo...

Aqui pelo Brasil estão criando as mais baixas mentiras contra um governo jamais vivido na história, mas as formas alternativas à mídia burguesa tem nos ajudado a trazer outras versões da realidade.

Amigo Trotsky, assista sentado daí do limbo dos comunistas, a barbárie criada pela burguesia histórica brasileira, que não quer perder seus privilégios e quer conservar as suas raízes no percurso da desigualdade social brasileira.

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mentirolândia


O Editorial PSDB/Globo/Jornal Nacional acionou o botão "artilharia pesada".

Enquanto estou escrevendo esta mensagem, o Jornal Nacional de hoje se supera a cada reportagem. Está sendo uma atrás da outra. Até parece que o horário eleitoral foi retomado a partir de hoje e estendido apenas ao Serra.

Desde falar da situação do Tiririca; passando pela denúncia de quebra de sigilo na Receita Federal; dos ficha-sujas; também falando dos filhos de Erenice; criticando as políticas de facilidade crediária do consumidor; até a agenda dos presidenciáveis (com o Serra sendo aclamado por uma multidão e a Dilma tendo que explicar sobre aborto); onde até mesmo o anúncio do valor do dólar veio em tom de tragédia. Foi simplesmente o bloco mais cretino do JN que já assisti.

Na GLOBO não dá mais nem para assistir a previsão do tempo.

A PELEIA VAI SER CRUEL E DESLEAL...

Por isso é importante reafirmarmos as formas alternativas à mentirolândia do canal 12.

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Um 7 de Setembro atípico na avenida

O desfile de 7 de setembro sempre traz a conotação da honra do soldado, da marcha, dos pelotões, do homem que serve à pátria e da defesa e memória do período de independência do Brasil. Ao longo do tempo foram incluindo-se temáticas ao desfile, geralmente em defesa de alguma coisa referente ao país. Crianças, adultos, idosos, homens e mulheres foram ocupando a dita passarela “verde-amarela”.

O que nunca havia acontecido em Gravataí, e talvez eu nunca tivesse visto em nenhum outro desfile em lugar algum, foi exatamente o momento ímpar que vivemos ontem: o desfile se transformou nas cores do arco-íris. Membros que participam do Fórum da Diversidade Sexual promovido pela Assessoria de Políticas Públicas para a Juventude e pela Fundarc da Prefeitura de Gravataí, onde congregam pessoas da sociedade civil e entidades como a UAPA, desfilaram com bandeiras e faixa enfatizando a quebra de preconceitos na cidade de Gravataí. Foi uma rápida passagem na avenida, onde aproximadamente 15 mil pessoas puderam perceber que Gravataí tem espaço para a diversidade e para a mudança de um poder público conservador, para um poder público para todos, de fato. Vale lembrar que a atual prefeita Rita Sanco, foi a primeira parlamentar da cidade a implementar lei municipal em defesa aos direitos homoafetivos.

Ao desfilarmos pela avenida, pudemos perceber o apoio que vinha de diversas partes da plateia que assistia. Algumas caras de “espanto”, por tamanha coragem, mas a grande parte das reações eram de palmas, que, muitas vezes, vinham com vigor, admiração e sorrisos.

Participar de momentos como este, fez-me refletir também sobre a importância da visibilidade quando o tema é sexualidade. Enquanto esta camada da população seguir à sombra, seus direitos estarão sempre velados e a possibilidade de serem vistos como seres de direitos e cidadania, seguirão sendo jogados para baixo do tapete. Em torno disto, ressalto a importância das leis, dos legisladores, do poder executivo e de todas as ramificações do Estado, que é público, e, portanto, laico e para todos, que sigam avançando em políticas públicas na área da sexualidade.

Parabéns ao Fórum da Diversidade Sexual de Gravataí e parabéns à tod@s que ousaram participar deste desfile, que, certamente, historicizou o respeito à homossexualidade em Gravataí e o anúncio de novos tempos nas relações sociais. Saímos ontem da avenida, com o coração repleto de orgulho.

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

UHUHUHUHUHUHU


DÁ-LHE COLORADOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Laudo das vítimas: sociedade hipócrita

Sempre que passo na frente de uma funerária com gente sendo velada sinto medo. Medo da minha morte e medo da morte de gentes queridas. Fico pensando como será quando chegar a minha vez. A minha vez de velar pessoas próximas e a minha vez de sair desse mundo definitivamente. Assistindo o jornal da Globo ontem, com a mega cobertura do caso do goleiro do Flamengo, senti um certo pânico de estar em casa sozinha com a minha filha e ser agraciada com alguma invasão doméstica e a impossibilidade de defesa. O caso do goleiro não tem nada a ver com assalto, mas antes do jornal passou o filme “Meu nome não é Johnny” que já havia me deixado carregada. O filme também não trata de assalto, mas a situação de carceragem que aparece no filme me lembrou toda essa tragédia que eu to contando e eu acabei indo dormir com medo. Eu não tinha nem nunca tive esse medo de ser surpreendida em casa, mas depois que minha filha nasceu eu passei a tê-lo, pois não há maior desgraça na vida do que a de acontecer algo grave com um filho. Aproveitando o ensejo, é bom reafirmar que vivemos na sociedade do medo. E eu, que não sou de outro planeta, faço parte dessa constituição e desse sentimento que não sai de mim. Não que eu viva morrendo de medo de tudo, mas de vez em quando a TV me pega e me impressiona. São os espetáculos do medo que eles fazem como ninguém, com mega produções editoriais. O caso do goleiro do Flamengo e o filme que falei anteriormente, me fizeram pensar muitas coisas. A primeira é de que o ponto que chega a capacidade humana de realizar ritos tribais primitivos despedaçando a mulher e jogando a carne pro cachorro, enquanto o goleiro demonstrava aparentemente estar apenas preocupado com a sua carreira profissional, me fez pensar a incalculável e imprevisível atividade humana perante a vida. Coisa de outro mundo ou segredos obscuros da parte da mente que a moral que se vive não permite sair pra fora? Porque o cara que atira uma criança indefesa pela janela também botou pra fora uma coisa que não é de ninguém mais além do seu próprio cérebro. Até que ponto vai a capacidade da mente humana, e até que ponto todos nós não somos assim tão normais quanto as normas mandam ser? Algumas pessoas que cometem estes tipos de crimes não demonstram culpa ou arrependimento efetivamente por ter tirado uma vida. Talvez arrependimento de ter arrumado um problema judiciário, apenas, que atrasa sua vida. São uns extraterrestres que cometem isso? Ou são pessoas como eu, como o vizinho, ou como qualquer um de nós que foi consequentemente criado por nós, e que é fruto desta sociedade que se vive, e não da sociedade dos marcianos?
Não consigo falar de flores, se o tratamento humano continua sendo um tratamento de relações pesadas, egoístas e individualistas. Não consigo prestar atenção no arco-íris, se os adultos continuam incentivando seus filhos a serem cruéis desde pequenos. Dentro da sala de aula da pré-escola, até as idades mais avançadas. Não consigo entender uma sociedade e talvez nem à mim mesma, se somos criados a destruir aquilo que não enxergamos como nós mesmos, se somos instigados a detonar o que é diferente, se somos ideologizados a competir e a vencer dos seres da nossa própria espécie.
Não consigo ter raiva da população carcereira, se lá só tem gente que teve negada sua participação no mundo humano. Não entendo que o crime de assassinato na classe média alta e rica, é um crime hediondo, e as mortes diárias de pobres resultado do crime e do tráfico, são mortes menores ou menos importantes. Não entendo que uma vida tem preço, tem valor, tem cor, tem classe, tem tudo isso agregado, e, portanto, não dói tanto quanto ver pessoas que chamam “do bem”, sendo assassinadas. A morte não tem distinção, ou não deveria ter. Mas a vida, infelizmente, tem. O que importa, na hora da morte, é a vida que se tem. Logo, respeitar a vida e criarmos seres de valor ético, é um grande “depende”. Depende de onde veio o defunto. Certa vez em Gravataí, ladrões assaltaram um banco e a polícia daqui conseguiu pegá-los numa perseguição pelas ruas do centro. Acho que um ou dois morreram. Um é certo, morreu na hora. Ficou lá atirado no meio da Anápio Gomes. A população que estava em volta, aplaudiu. Palmas!! Matamos uma pessoa!!! Um a menos pra incomodar. Essa sinuca de bico é complicada. Claro, que naquele momento, se o ladrão pudesse, mataria o policial também. Mas daí a bater palmas por uma morte, seja ela qual for, é um reflexo da podridão das relações humanas e da concepção do que é ou não é vida. O que questiono, é que a sociedade não precisava chegar ao ponto de ter que acontecer uma perseguição policial, em função de assalto, em função de má distribuição de renda, em função de desigualdade social, em função de crueldades que o capitalismo gera, em função de como foi a infância daquele ladrão morto, em função de tudo junto e mais um pouco.
Estava observando a criançada na entrada da escola da minha filha, e percebia diversos movimentos daqueles tocos de gente. É mesmo tão necessário que as crianças sejam instigadas a não gostar disso ou daquilo? É mesmo tão necessário que com o tempo comecem a botar pra fora os preconceitos que escutam dentro de casa? É mesmo tão necessário que escutem tantos preconceitos dentro de casa, na rua, ou em qualquer lugar? Qual a real necessidade de criar temas ou assuntos para que as pessoas se odeiem? O que, de tão grave havia na história do goleiro para que não pudesse dialogar com a mulher assassinada, ao invés de precisar mandar matá-la? O que, de tão grave havia em criar uma filha ao invés de jogá-la pela janela? E os crimes, assaltos e tráfico? Por quê é tão natural saber que alguém morreu assassinado por prestação de contas? Por quê é tão fantástico pegar numa arma e mostrar que é poderoso e pode decidir sobre a vida de outra pessoa? E por quê é necessário que haja tráfico? Por quê falar de drogas é coisa do submundo e não da realidade desse mundo que todos nós vivemos? Por quê vende cachaça no boteco e cocaína na esquina? Quantas vidas mais vamos perder por essa merda de sociedade contraditória que não quer ser assaltada por pequenos traficantes mas também não quer que o tráfico acabe, permitindo que as drogas continuem sendo eternamente proibidas. E a mesma sociedade que não quer drogas legais, também usa essas mesmas drogas mas não quer fazer parte do comércio da coisa. Pra quê essa organização visível que prega de invisível precisa mostrar que é “macho” e continuar empoderando a naturalidade da morte por prestação de contas... e o alto escalão da sociedade empoderando também esse sistema, opondo-se a legalizar as coisas com um discurso falso e hipócrita de que as pessoas iam viver drogadas por aí. Ora, quanta imbecilidade... Cigarro é permitido e eu não fumo porque não gosto. Simples assim. Enquanto discursamos com nossas hipocrisias por aí, setores e mais setores da “distribuição de renda alternativa”, seguem morrendo e matando. Um papelote de cocaína, ou um simples baseado podem estar carregado de sangue na sua origem e trajetória. Por quê a vida das pessoas que trabalham com isso vale menos? A mãe deles chora menos? Se importa menos? E a vida de quem usa e não paga a conta, vale menos também? São pessoas sem família ou sem amigos? O que mais me chateia, é que os donos do mundo que mandam na economia “lícita” mundial, não sofrem destes problemas. Vivem em fortalezas onde ladrão nenhum consegue entrar, tem carros blindados onde bala não pega, andam com seguranças e sistema forte de proteção, enquanto nós, os chinelões da sociedade, continuamos nos matando entre nós, onde uma pessoa que se rala trabalhando pra pagar contas é assaltado por outra pessoa que tem várias bocas pra sustentar, onde nos detonamos entre nós mesmos, tiramos o pouco que temos uns dos outros, enquanto os mega poderosos banqueiros, empresários e o diabo à 4, tem sua concentração de riqueza, suas vidas e casas intactas. Esses sim, só morrem de doença. Ao mesmo tempo, mandam no mundo e na condução ideológica do mundo. Regra número um: “perpetuar suas riquezas... regra número dois, o povo não deve organizar-se, para os manter sempre desordenados em um caos social, regra número três... o que for para lhes tirar poder, deve ser combatido.” Por isso não se legaliza droga, não se faz reforma política, não se ajusta direitos para ricos, só para pobres, por isso não se distribui renda, por isso se instiga o ódio entre os pobres e classe média, para que sigam pensando que essa bosta toda é culpa deles e não dos ricos...
Não consigo falar em flores. E não quero morrer tão cedo. Quero viver, quero que os outros possam viver e que na hora de lutar contra a morte, a luta seja conta a doença, a enfermidade, e não contra os próprios seres humanos.
Uma alternativa, é desligar a TV na hora do jornal. Porque ela é contra a vida. Porque ela faz novelas instigando a naturalização do preconceito, porque ela ganha rios de dinheiro dando holofotes para a mulher esquartejada e faz a gente pensar que pode ser esquartejada a qualquer momento na rua... e assim, faz a gente pensar que se alguém puxar assunto na calçada, merece um soco antes que a gente tome um... faz desconfiarmos uns dos outros, faz parecer que é tão natural que sejamos competitivos, é tão natural que os seres humanos se odeiem ou queiram tirar vantagens nas coisas... e uns serem melhores que os outros, eternamente.
Ontem a minha filha disse exatamente assim, enquanto assistia o filme comigo: “mãe, por quê só tem negros na cadeia?” E agora, será que a sociedade dá conta de responder pra ela????? Enquanto isso a supremacia histórica masculina branca e macha, fica lá no seu reinado absoluto e a gente por aqui por baixo, segue se matando...

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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pois então... viva o Uruguai!!

hehehehheheh

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Pois então... viva a Argentina...

Viva a Argentina, viva Uruguai, Paraguai, Gana, se for o caso...

Sempre achei o Maradona melhor que o Pelé mesmo...

Futebol é maluco, vira e mexe muda a direção do vento...

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Um dia sem Globo



Retirado do blog www.prosarepoesia.blogspot.com de Regina Abrahão:
Pois o Dunga não tem carisma. Não é um Muricy (técnico dos meus sonhos para o Inter), nem um Felipão, com sua disciplina, nem um Luxemburgo com seu quinhão de arrogância.
Dunga, até agora, era um gaúcho, ex-jogador do Internacional, vestido de um jeito meio esquisito.
De repente, esta pessoa morna manda a Globo se mancar! E vira meu herói, e de toda uma nação.
Espero mesmo que o Brasil ganhe a copa. Agora, espero ansiosa e ardentemente que o Brasil ganhe a copa, para ver o que acontecerá.
Imagino Fátima Bernardes, em cadeia nacional, anunciando a vitória do time sem os escolhidos globais, sem a exclusividade global e sem o beneplácio global.
E Dunga nem fez tanto. Só retribuiu, no ar, a um desaforo do repórter. O que quase vira caso de polícia.
Dunga ousou enfrentar o que só Brizola antes tentou.
Como bairrista que sou, direi que os dois gaúchos "peitaram" a poderosa Globo, e nem sei se Dunga tinha dimensão do que faria.
Portanto, em solidariedade a nosso técnico, torcerei pelo Brasil assistindo o jogo na Band.
Em Tempo: Quem sabe com esta a Globo não resolva torcer pela Argentina?
Enquanto isto, uma olhadinha no vídeo para reforçar nosso Dia Sem Globo:

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Aborto na África do Sul

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sábado, 12 de junho de 2010

A voz e a vez das mulheres



Ontem (sexta, dia 11), iniciou uma plenária nacional de mulheres do PT aqui em Brasília, que dura hoje (12) o dia inteiro e culminará amanhã (domingo) na Convenção Nacional do PT, que homologará a campanha de Dilma Roussef para presidenta do Brasil.

É um momento único, ímpar na história do PT e do Brasil, a homologação da campanha da primeira mulher que será eleita para o Governo Federal deste país.

E nós, enquanto mulheres de esquerda, temos política, planejamento e projetos para este governo que virá.

Ao longo dos debates e painéis, muitas questões sobre a política feminista partidária foram colocadas, entre elas, a participação das mulheres na esfera eletiva, além do processo de coordenação de campanha nacional e nos estados.

Cada vez mais, as mulheres conquistam com muita luta os mais diversos espaços, não apenas se colocando na política, mas argumentando e fazendo ouvir suas vozes.

Não há mais espaço para machismo dentro da política (ou não deveria haver), e o cenário que se coloca cada vez mais forte, é luta e a construção da igualdade de direitos entre homens e mulheres. Estas conquistas não são ou tampouco foram fáceis, e ainda encontram muita resistência dos campos conservadores da política.

Ainda temos uma longa caminhada pela frente, e o que se apresenta com a candidatura Dilma, é uma abertura destes espaços e uma caminhada positiva de luta por igualdade de direitos, por respeito, por autonomia e por todas as injustiças historicamente construídas neste país.

Não há socialismo sem feminismo!
Um abraço,
Ingrid

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Dia dos namorados???

Dia dos namorados que nada, é Dilma Presidenta!!!!!!!!

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Estatuto do Nascituro


Texto muito bom, divulgando...

ESTATUTO DO NASCITURO:

Um golpe contra a autonomia das mulheres com outro nome



Por Sirlanda Selau, Analine Specht e Cláudia Prates*



A sociedade brasileira vivencia no último período o mais ofensivo ataque à liberdade e autonomia das mulheres, minimamente conquistadas, orquestrado nos bastidores pelas forças conservadoras alinhadas. O avanço rumo à aprovação do chamado “Estatuto do Nascituro”, deve ser visto como uma franca ameaça aos mais caros direitos das mulheres. Nele, estão reunidas as pautas mais retrogradas e de submissão, ostentadas pelo patriarcado e as instituições que o perpetuam, ao longo dos séculos: controle sobre o corpo das mulheres, a institucionalização da violência sexual, o domínio ainda mais amplo sobre o destino da vida das mulheres. Pautas, novamente travestidas de um discurso “pró-vida”. Esse mesmo discurso repetido à exaustão para pressionar a retirada da pauta da descriminalização e legalização do aborto do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), deslegitimando o processo democrático e amplo de diálogo que o construiu. As contradições de um Estado que se propõe laico se manifestam cada vez mais complexas e profundas. De um lado se promovem ações afirmativas através das políticas públicas e da ampliação e garantia dos direitos das mulheres. De outro se inviabiliza e restringe os direitos às mulheres, de forma punitiva e de forte caráter medieval capitaneadas pela igreja. Passivamente as instituições do governo federal se colocam na condição de meras expectadoras frente aos retrocessos históricos em curso.

Trata-se então de um reforço na ofensiva conservadora e fundamentalista, que usa como cortina de fumaça uma pseudo-proteção a uma pretensão do que pode se tornar vida humana. Tudo isso para atingir o cerne da contraposição entre as mulheres e o patriarcado, qual seja: a autonomia delas perante o que lhes pertence.

Dito de outra forma, o Estatuto do Nascituro, é a mais recente forma, pela qual se busca legitimar a barbárie que ameaça a vida, a segurança e as expectativas das mulheres brasileiras. E é também uma afronta a democracia, a liberdade, e a garantia constitucional de um Estado laico, que seja promotor da igualdade, desta feita, atingindo conquistas de toda a humanidade.

Através dele, pretende-se estabelecer a vedação irrestrita ao aborto. Mesmo aquelas formas, já permitidas, como em decorrência de estupro; ou quanto ao aborto terapêutico e em casos de anencefalia, situações estas últimas, que não possuem jurisprudência consolidada, isto é, existem decisões do judiciário divergentes em relação ao tema. Mas os absurdos e a hipocrisia não param por aí! Querem através desta legislação, institucionalizar e legalizar, a violência sexual, especialmente aquela aplicada contra as mulheres através do estupro. Tornando inadmissível o aborto oriundo desta violação e instituindo o pagamento de auxilio para sustentação do nascido desta violência, a chamada “bolsa estupro”. Desta forma, a punibilidade do estupro, recairá sobre a própria mulher, obrigada a gestar o fruto de uma violência sexual que jamais será esquecida, quando é sabido que na maioria das vezes o estuprador não é punido ou não cumpre sua condenação. Sem contar que o texto abre brecha para a proibição, inclusive, de algumas medidas contraceptivas, como a pílula do dia seguinte.

Afora a hipocrisia, o que se destaca é a empáfia do legislador, em querer determinar quando começa a vida, fato que nem a ciência ousou ainda determinar. Caindo assim, em uma descabida incongruência legislativa, em querer proteger o que nem a ciência jurídica situa no campo do direito subjetivo. Ademais, ao analisar outros dispositivos desta proposta cai por terra o discurso de “proteção da vida”, pois não se vê nada além do que já tratam as legislações vigentes, sobre direitos de personalidade, direito a saúde e patrimônio dos recém nascidos.

Pesquisa recente realizada pelo IBGE, publicada pela Folha de São Paulo mostrou quem são as mulheres que recorre ao aborto. Que pode ser uma mulher comum – uma de nós. Geralmente tem companheiro, tem filhos e segue uma religião e pelo menos a metade precisou ficar internada por complicações. Segundo o Ministério da Saúde, o aborto inseguro é a terceira e quarta causas de mortalidade materna. Não olhar para isto sim é um crime!

Entendemos que a proposta do “Estatuto do nascituro” deve ser rechaçada, pois ela significa mais um dos ataques dos conservadores, machistas e opressores para condenar ainda mais, as mulheres a submissão, mantendo-as expostas a insegurança, a violência e a ameaça a sua vida e suas expectativas. Este é mais um momento de cabal hipocrisia da estrutura legislativa do país, que se omite em tratar do aborto, como uma questão indispensável para a preservação da vida das mulheres, e de garantia da sua autonomia como direito fundamental.

Esta iniciativa não pode ser admitida, sob pena, de estarmos aprovando a efetivação de um golpe contra a democracia, o ideal de igualdade e justiça, atingindo os bens e valores mais caros conquistados pela humanidade ao longo dos tempos.

Precisamos de ações afirmativas e de políticas públicas para as mulheres, que avancem na luta contra a mortalidade das mulheres e não o que se vê - dez passos atrás e o aumento da criminalização das mulheres.

Mas se queremos mudar de fato, este ano em que teremos eleições para a renovação do legislativo estadual e federal, será fundamental que façamos uma campanha nacional contra os (as) parlamentares que tem, cotidianamente, se voltado contra os direitos das mulheres, e mais, aprovando leis que ferem nosso direito fundamental de autonomia plena.

Marcharemos até que todas sejamos livres!



* militantes feministas da Marcha Mundial das Mulheres

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terça-feira, 8 de junho de 2010

Impaciência Hermana


Ultimamente a mídia brasileira resolveu divertir o tema Futebol/Copa do Mundo, com uma suposta rivalidade histórica entre Brasil e Argentina, no sentido de diminuir a figura do sujeito argentino, enfatizando ridicularizações do povo vizinho, como se essa fosse a expressão do sentimento do “verdadeiro brasileiro”.
Nos jornais, na internet e nas campanhas publicitárias, resolveram achar que acabar com a imagem do argentino dava ibope. E assim, alimentando dia-a-dia uma rivalidade que ultrapassa o futebol, e vai parar no desrespeito ao trato humano, a grande mídia opta por instituir uma espécie de raiva de forma subliminar, velada, e até mesmo escancarada.
Este lado da raiva e da ridicularização ao argentino, é apenas um lado: o lado do projeto de sociedade que quer a todo custo instituir que as nações latinoamericanas não devam ser amistosas ou tampouco devam unir-se em nome de um “outro” projeto. Este “outro” projeto que falo, é aquele em que os povos historicamente subjugados deste continente, constituem, a cada dia, uma nova identidade, uma nova perspectiva de relações humanas, uma tentativa contra-hegemônica na condição global, um bloco forte de consciência histórica que independa das potências europeias e do imperialismo dos EUA, enfim, um lugar em contínua efervescência política de esquerda.
Desorganizar uma construção de uma América Latina sem fronteiras político-ideológicas, e enfraquecer o empoderamento humanista deste território, passa a ser, sutilmente, uma ação por parte do setor do “projeto egoísta, individualista e meritocrático” da sociedade. Em bom português, passa a ser um feito velado da parte de quem não quer ver “povo nenhum unido com povo vizinho nenhum.” Afinal de contas, povo unido é perigo na certa.
Assim como a mídia podre brasileira planta uma rivalidade “supra-futebolística” entre Brasil e Argentina, a mídia também podre Argentina faz o mesmo em relação aos brasileiros.
Outro dia estava na frente da TV, e vi uma propaganda de “latinhas de cerveja que falam”... e no final, a latinha de cerveja brasileira chama o argentino de “maricón”. Chamar alguém de “maricón” na Argentina, é agressivo como chamar alguém de “veado” no Brasil.
Até onde sei, nunca vi uma propaganda nacional que chame alguém escancaradamente de “veado”, pois mesmo que tenhamos muitas manifestações homofóbicas aqui, ao menos nas propagandas, isso não acontece dessa forma. E por que em referência aos argentinos, isso pode? Se é aos argentinos não é homofóbico? Não é agressivo? Não compreendo a falta de criatividade e até mesmo de inteligência de parte da publicidade brasileira.
Se fôssemos elencar os avanços no tema da diversidade sexual entre Brasil e Argentina, poderiam ser destacados vários elementos em que a Argentina sai na frente... mas não é esta a proposta aqui, pois os dois países também possuem suas peculiaridades histórico-sociais.
Ridicularizar o Maradona, também faz parte do processo, afinal de contas, é amigo íntimo de Fidel Castro, e assim, boa gente não pode ser. Nesse caso fica muito parecido com a bobagem caricata que a Globo fala constantemente em relação ao Chávez. Enfatizar uma suposta “soberba” argentina, também é questionável... pois não se julga um povo inteiro em detrimento de algumas falas isoladas.
Esses são apenas poucos exemplos da segregação brasileiros/argentinos que a mídia quer impor. Voltar na história para compreender a rivalidade entre os dois em relação ao futebol? Isso não me contenta... pois a rivalidade que supostamente quer ser instituída, é uma rivalidade entre relações humanas, e o futebol acaba por ficar secundário, esquecido ao final do processo.

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domingo, 6 de junho de 2010

Virtude e o mundo dos 5% em: Alienação

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sábado, 5 de junho de 2010

Virtude e o mundo dos 5% em: O Homem Invisível...

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Propaganda Leviana


Pela campanha: hipocrisia, tô fora!
A campanha da RBS, bem como de políticos da direita como temos na cidade de Gravataí, que sustentam um bordão “anti-crack”, começam a evidenciar de que lado se fala quando o tema é “crack”. Mas o que quero dizer com “de que lado se fala?” Bem simples, de que projeto de sociedade se fala. De que origem social estas pessoas e órgãos falam. De que lugar se fala quando o tema é drogas. Falar de drogas do espaço elitizado, tanto destes políticos, quanto da emissora de televisão que exerce um bom trabalho em favor do projeto de sociedade individualista, egoísta e meritocrático, é no mínimo, contraditório. Mas por quê é contraditório? Porque tanto a televisão quanto o político gravataiense trazem o problema do crack descolado da gênese desta epidemia que toma conta em grande parte, da população jovem mais carente da cidade. Fazer blitz contra o crack, na minha humilde opinião, nada mais é do que tentar ascender às custas de demagogias sem a menor eficiência na realidade. Algum jovem em risco de uso do crack vai deixar de experimentar a droga por ter passado por uma blitz contra o crack? Ou porque viu propagandas publicitárias dizendo: “Crack nem pensar?” Um jovem pode deixar de usar crack sim, se tiver emprego, se tiver dignidade, se tiver um sistema educativo de qualidade, se tiver afeto dos que o rodeia, se tiver sua voz ouvida, se tiver acesso à cultura, se tiver o que vestir, o que comer, se tiver sua cidadania assegurada, se for respeitado enquanto jovem, dentro da sua diversidade e seus anseios. Os jovens precisam também, de acesso à informação sobre drogas, crack e violência. Evidentemente que sim. Aliás, a sociedade toda precisa de tudo isso. O que a sociedade não precisa, é de grupos ou políticos que nunca tiveram contato com a realidade mais cruel da periferia das cidades e utilizam um tema tão profundo, para inventar fotos bonitas e enobrecer suas imagens junto à opinião pública. Não basta falar no problema, é preciso materializá-lo e carregá-lo de conteúdo, ao invés de propagandeá-lo de forma vazia e hipócrita.

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Que sociedade? Quais humanos?

[...]”A ciência e a técnica aparecem como uma benemerência pelo valor moral que outorgam aos seus cultores, e, muito naturalmente, e com mais forte razão, aos patrocinadores. O laboratório de pesquisa, anexo à gigantesca fábrica, tem o mesmo significado ético da capelinha outrora obrigatoriamente eregida ao lado dos nossos engenhos rurais.”
Álvaro Vieira Pinto





[...]”os novos métodos de trabalho são indissociáveis de um determinado modo de viver, de pensar e de sentir a vida; não é possível obter êxito num campo sem obter resultados tangíveis no outro.
[...]”o significado e o alcance objetivo do fenômeno americano, que é também o maior esforço coletivo até agora realizado para criar, com rapidez inaudita e com uma consciência do objetivo jamais vista na história, um tipo novo de trabalhador e de homem. A expressão ‘consciência do objetivo’ pode parecer pelo menos espirituosa a quem recordar a frase de Taylor sobre o ‘gorila amestrado’. Com efeito, Taylor expressa com brutal cinismo o objetivo da sociedade americana: desenvolver em seu grau máximo, no trabalhador, os comportamentos maquinais e automáticos, quebrar a velha conexão psicofísica do trabalho profissional qualificado, que exigia uma certa participação ativa da inteligência, da fantasia, da iniciativa do trabalhador, e reduzir as operações produtivas apenas ao aspecto físico maquinal.”

Antonio Gramsci


Que sociedade? Quais humanos?

As duas passagens acima dos autores referidos, dialogam com o contexto no qual optei por refletir nestas palavras. Mas, para tanto, considero necessário apresentar uma questão introdutória para a compreensão lógica destas palavras. Assim sendo, trago a questão da centralidade da organização humana através do seu trabalho exercido, na transformação do humano com a natureza e nas relações entre eles. Ora, se o ser humano se organiza conforme suas condições e relações de trabalho, entendendo todas as formas de atividade humana e sobrevivência como trabalho, então, o sistema em que o trabalho se organiza influencia diretamente nas relações humanas.
Desde a construção moral, passando pelas formas sentimentais (ou de espiritualidade humana), até as formas mais materiais de relacionamento inter-subjetiva.
Com isso, reporto-me à passagem de Álvaro Vieira Pinto, onde o autor traz a técnica disfarçada de tecnologia, também como atributo de valor moral, ou seja, um construto de um pequeno grupo dominante que existe e sempre existiu ao longo dos processos de rompimento político-histórico, e que à grande massa aparece como uma espécie de “benfeitoria” para a melhoria da qualidade de vida humana.
Desta mesma forma, Gramsci, na passagem relacionada, traz o projeto de organização de trabalho que enraíza na organização de vida humana. O processo de industrialização pediu ao longo da sua implementação, que os trabalhadores fossem seres humanos caracterizados como um “novo homem”. Aquele que Ford e Taylor queriam que produzisse cada vez mais, com cada vez menos intervenção espiritual sobre a produção. E isso refletiu-se também nas relações sociais. Nos tratos humanos, nas condições de agrupamentos destes, nas perspectivas morais, nas formas e modelos de vida que sustentassem o perfeito funcionamento das engrenagens de produção.
Ao longo do século passado, algumas contradições foram sendo externalizadas e sucumbindo aos processos produtivos, pois a fórmula “gorila amestrado” apresentou-se e apresenta-se até hoje, com picos de resistência social, não sendo assim tão fácil sua implementação, pois as contradições alavancam acima de qualquer coisa, um motor de luta que alimenta um processo de resistência humana às mais diversas formas de coerção e opressão. Em torno disso, os mentores da engrenagem da técnica do capital, perceberam que alguns conflitos podem ser utilizados ao seu favor.
Dito isto, podemos perceber diversos movimentos de confusão das lutas sociais, pois o que era tratado como inimigo, hoje é internalizado no discurso do capital, e devolvido aos trabalhadores e à sociedade, de forma assimilada. Por exemplo: o sistema produtivo percebeu que falar em diversidade é necessário, pois a sociedade pede por direitos, pede por igualdades, pede por sustentabilidades, pede por específicas liberdades humanas. Assim, por sua vez, a publicidade do sistema do capital opressor, trata hoje, de discursar sobre estes temas e parecer que o velho capitalismo malvado de outros tempos, hoje importa-se com os seres humanos e com sua integridade física e moral.
Hoje, muitos discursos se confundem com lutas sociais históricas, pois alguns bancos privados falam em “mundo sustentável”, ao passo que se o mundo fosse sustentável, seus motores parariam de funcionar. Assim como a questão das mulheres. Foi-lhes “permitido” o direito de trabalhar e ser mãe, mas ainda recebem muito menos que os homens, e geram diversos problemas com referência à gestação. O que gerar demora, ou desperdício ao lucro, é problema de produtividade, e por sua vez, é crise financeira no mundo dos grandes dragões.
Hoje, o capitalismo veste exatamente do discurso das lutas sociais, para amenizar suas brutalidades, como refere-se Gramsci, e possibilita que nasçam alternativas, que, à primeira vista, parecem sensatas. O debate sobre a “terceira via”, é um deles. Ameniza a ira do capitalismo selvagem, acalma movimentos sociais e devolve à sociedade um capitalismo disfarçado de “bonzinho”.
E assim, as relações sociais e o trato dos seres humanos vai acompanhando a lógica. Assim, os conflitos e as contradições vão se dando, e os discursos nas mais diversas comunidades do globo, vão sendo conduzidos pelas massas que necessitam da organização do trabalho para tirar seu sustento de vida.
Desta forma, o lugar onde alguém não se coloca, no vácuo é que não há de ficar, pois certamente algo planejado para ali, já está.

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Religião


Este tema sempre entra em pauta quando o materialismo bate à porta, principalmente durante debates filosóficos, seja na aula, seja onde for...
Alguns se inibem de falar, outros fazem questão, outros preferem tratar de religiosidade, ou espiritualidade, ao invés da instituição religiosa em si.

Nunca me abstive desse debate, justamente porque aqueles que se colocam como sendo sem religião, ou até mesmo ateus efetivamente, em média são poucos e suas vozes não ecoam muito. É compreensível que não ecoe, pois a grande parte da população tem crenças religiosas, sejam elas quais forem, e lidar com crenças é mais difícil do que chegar à lua.

Até a lua se chega por avanço científico... já as crenças se enraizam na consciência mítica e não tem prova científica que chegue para convencer que elas não existem. Aí o ponto da questão.. não tem muita propositividade este debate de provar se existe ou se não existe.

Pois eu definitivamente acho que se é para alguém se sentir melhor, então que venham as religiões.

O grande problema está na parte cega da religiosidade. Na parte dominadora, na parte castradora e na parte opressora.

Na parte cega, o complicador é ficar jogando tudo para o obscuro como se a vida material nada pudesse fazer para modificar a realidade. E assim não avançar em nada na evolução de problemas sociais...

Na parte dominadora, o complicador é gestar massas e mais massas utilizando-se às vezes desse poder para mover certas montanhas, abusando da fé das pessoas.

Na parte castradora, o debate é mais de cunho sexual mesmo, pois muitas religiões seguem inferiorizando as mulheres e reproduzindo modelos machistas de comportamento social.

Na parte opressora, é onde mora o problema das crenças que agridem o ser humano na sua mais absoluta integridade, como as religiões que fadam a infelicidade eterna às pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo, entre outras opressões tanto veladas quanto escancaradas que grande parte das religiões tem.

Daquela porcaria que se transformou o programa do Jô, posso dizer que esses dias vi realmente uma entrevista que valeu a pena. Um ufólogo que não acredita em disco voador. Ele se colocava como ateu, justificando que anteriormente era budista, e que o grande problema das religiões era o monoteísmo, pois gerava sempre uma grande dominação e disputa justo pelo seu deus ser um único deus. Falou também sobre o budismo monoteísta que colocava Buda como único, mas que outras vertentes budistas politeístas também já não eram mais suficientes para ele.

Achei bem interessante, porque se formos raciocinar bem, o monoteísmo mais destrói do que ajuda. Os índios sempre foram politeístas e vivem sobre outra condição de sobrevivência e convivência político-social entre si.

Na verdade o monoteísmo reproduz exatamente uma mesma lógica da política, do modelo de estado que vivemos e desse sistema de personagens que comandam em absoluto.

E tudo vira uma coisa só.

Isso é interessante, porque tem pessoas que tem pavor de política mas participa assiduamente da vida religiosa que nada mais faz do que um sincretismo com a política, e também é em nome de um bem coletivo, um bem social, um bem de vida.

Por isso cada vez mais me convenço que devemos lutar pela reforma política (politeísmo - eheheheheheheheh, ou ateísmo de uma vez por todas), acabando com a figura do mártir salvador que engessa a população e deseduca para a vida em sociedade e para a vida política.

Mas é óbvio que isso seria para daqui umas noventa mil gerações... infelizmente...

Porque a vida espiritual reproduz a vida material e a vida material reproduz a vida espiritual, mas não necessariamente nesta mesma ordem.

E óbvio, preciso dizer aqui, a crença religiosa também tem seus pontos positivos, visto que a ciência e o sistema em que vivemos, muitas vezes não atende à diversas necessidades humanas, onde a fé acaba sendo fator impulsionador de uma maior qualidade de vida para alguns casos.

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terça-feira, 4 de maio de 2010

Um dia você vai servir à alguém...


Dedico esta música aos que utilizam seu poder para alimentar doenças...

Você pode ser rei no país do futebol
Pode ser viciado em bingo e nunca ver a luz do sol
Você pode ser um mago e vender livros de montão
Pode ser uma socialite, enriquecer vendendo pão

Mas um dia vai servir a alguém, é
Um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo
Ou seja a Deus
Um dia você vai servir a alguém

Pode ser incendiário e fazer um índio arder
Você pode ser o índio vendo a chama acender
Pode ser um bom ladrão, pode ser um mau juiz
Pode ter um passado limpo, pode ter uma cicatriz

Mas um dia vai servir a alguém, é
Um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo
Ou seja a Deus
Um dia você vai servir a alguém

Você pode estar na mídia sem saber porque
Você pode ser dono de uma rede de TV
Você pode dar o fora tendo tudo pra ficar
Adotar um nome diferente, você pode mesmo se isolar

Mas um dia vai servir a alguém, é
Um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo
Ou seja a Deus
Um dia você vai servir a alguém

Você pode trabalhar na construção civil
Pode estar desempregado, com a vida por um fio
Você pode ter poder, fazer coisas que ninguém fizer
Pode ter mulheres numa jaula, pode ter as drogas que quiser
Mas um dia vai servir a alguém, é
Um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo
Ou seja a Deus
Um dia você vai servir a alguém

Você pode desejar a cura com Lacan
Você pode procurar os serviços de um xamã
Você pode ser um pregador, chutar os santos do altar
Você pode ter um bom discurso, você pode nem saber falar

Mas um dia vai servir a alguém, é
Um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo
Ou seja a Deus
Um dia você vai servir a alguém

Você pode ser demente, pode ser doutor
Você pode ser sincero, pode ter rancor
Você pode ser um crente, você pode ser ateu
Pode ser um leitor vaidoso ou uma miss que nunca leu

Mas um dia vai servir a alguém, é
Um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo
Ou seja a Deus
Um dia você vai servir a alguém

Você pode ser turco, pode ser nissei
Pode estar ali na esquina, estar onde jamais pensei
Você pode me adular, você pode me esquecer
Você pode estar me ouvindo agora, você pode mesmo nem saber

Mas um dia vai servir a alguém, é
Um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo
Ou seja a Deus
Um dia você vai servir a alguém

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sábado, 1 de maio de 2010

1º de maio - dia do Trabalhador


Pronunciamento do Presidente sobre o dia de hoje.

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Eu não entendo gremistas...


De tanto não entender qual a razão filosófica que leva um gremista a ficar mais feliz por ver o Inter na maior merda, do que a felicidade de ver o Grêmio ganhando, já me peguei pensando em fazer um dia uma pesquisa sócio-antropológica sobre isso.


Daí me lembrei que pesquisas sem relevância social vão para a lata do lixo...


E tirei essas ideias imbecis da cabeça...


ehheheheheheeh

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Serra e Globo podem mais!!!!



José Serra e a Rede Globo podem muito mais!! Mais 45...

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sobre futebol e política


Para situar, este comentário meu foi feito num grupo virtual de movimento estudantil, na semana em que o Flamengo perdeu para o Botafogo, onde rolaram alguns comentários politicamente "incorretos", bem como e-mails dizendo que na lista não deveria ser debatido futebol...

___________

Falar de futebol em lista política pode não ser o local certo para o debate, mas essa história de tratar o futebol como lazer alienado e dissociado de política só afunda cada vez mais essa merda. (perdão a expressão)

Futebol se discute sim.

Mas não se o Botafogo é melhor que o Flamengo, ou se o técnico do Corinthians é um tonto e não deveria ter escalado o fulano ou o ciclano apenas....

Se discute que Futebol é um antro de corrupção neste país, se discute pq o transformaram num esporte completamente mercenário, se discute pq nos estádios temos centros de conservadorismo
machista semi-selvagem e que as torcidas criam a cada época novas músicas ridículas que "enfiam o pau no cu de alguém", ou que um time é ruim pq tem jogador "mulherzinha"
ou que o juiz é tão podre que é um "filho da puta"...

Me irrita essa separação do futebol e da política, porque parece que trazer para o debate uma nova cultura política, novas formas nas relações sociais, novas maneiras das pessoas se tratarem umas as outras, nada parece dizer respeito, quando o assunto é o "sagrado e intocável futebol".

Como se futebol fosse capaz de unir os democratas e os p-sol num mesmo grito, e como se de clubes brasileiros, não nascessem políticos que vão parar no congresso nacional. Mas futebol e política não se misturam ou não se discute, para a torcida... pq para os dirigentes e as grandes empresas patrocinadoras, se misturam sim.

E para quem possa achar que eu estou sendo demagógica, de falar em nova cultura de relações sociais, digo que já bati boca de verdade no meio da torcida do inter por causa de gritos machistas e homofóbicos... e ouvi de um amigo louco de vergonha: "ah tá, vai querer politizar uma torcida em dia de final???"

É claro que não vai dar pra politizar uma torcida em dia de final, enquanto 80% da torcida é composta por homem e enquanto quem é de esquerda não ajuda, estando lá dentro da manifestação oral semi-selvagem e agressiva, separando o futebol do trato humano. Ou seja, o cara reproduz aquela chuva de xingamento que agride alguém (geralmente coisas que vem das mulheres e dos gays...), e quando sai do estádio reincorpora o personagem da esquerda que não diz palavras politicamente incorretas...

Daí é hipocrisia né...

Falar palavrão tá valendo, até pq ninguém é de ferro... mas se forem parar pra prestar atenção, o xingamento mais forte e veemente é o que detona as ordens "femininas e homossexuais"...

Por isso eu continuo enchendo o saco, QUE FUTEBOL SE DISCUTE SIM!!!

Inclusive se o assunto for o mar de lamas financeiro que banca toda a safadeza da antiga e velha prática coronelista política que é também reproduzida em Clubes...

E tem mais, eu sou colorada, sócia, vou em estádio, jogo futebol toda segunda de noite e gostaria de saber qual é o dia que vai ser instituído futebol feminino no horário nobre da Globo??????????????????????????????????????

Sabe o que o mesmo amigo me disse??? "Ah, futebol feminino na Tv não passa pq não tem graça..."

Descobri pq não tem graça... pq as mulheres não são violentas... e coisa sem violência não tem emoção né. Me poupeeeeeeeee.

Beijo pra todo mundo aee, e para a galera de esquerda fanática pelo seu time, um pedido: prestem atenção no que gritam enquanto assistem um jogo... já que mudar as cantigas de estádio que pegam igual gripe não é possível mudar...

O juiz pode deixar de ser um filho-da-puta, para ser apenas um homem muito ladrão... ehehehhehehehe

Afinal, ter mãe é bom, até mesmo quando se é juiz de futebol.

abraço...

Ingrid
Gravataí-RS

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

A liberdade do PP


"Putz grila", acabei de ver a propaganda política do PP... as duas... da Ana Amélia e do guri falando sobre "jovens"...

Primeiro sobre a da Ana Amélia: uma vez ouvi a cara-de-pau da senhora dizendo no rádio que se ela estivesse no Congresso tudo seria tão simples ser feito, ela ia fazer e acontecer lá, porque ela é muito boa... agora está aí, deixando a profissão "político-repórter" para passar a ser política profissional.

E sobre a do jovem, um guri cheio de boas intenções, dizendo que para ser jovem não precisava usar camisa do Che, fazer protestos e ser de esquerda. Jovem tem que ser empreendedor, e fazer política com "liberdade".

Jovem tem que ter o direito de liberdade??????????????

De qual liberdade ele está falando? Certamente não é a mesma liberdade que eu também acho que jovem deva ter...

A Liberdade daquela propaganda refere-se à liberdade de qualquer coisa, menos a liberdade humana. Talvez seja a liberdade do comércio, da economia, liberdade do mercado, mas não a liberdade dos sujeitos jovens.

Que tipo de jovem tem liberdade para fazer aquilo que ele sugere na propaganda? "Montar sua própria empresa"... piada né... ainda vivemos num país com 40 milhões de pessoas em extrema pobreza, que certamente não estão se sentindo nem um pouco livres para abrir sua empresa e ter sua família (como também sugere a propaganda).

Esse projeto de liberdade é velho e conhecido... é a liberdade do liberalismo, que traz consigo não só este discurso de liberdade econômica, quanto um conservadorismo gritante de relações humanas que de livres não tem nada.

E tudo isso gera uma grande confusão na cabeça das pessoas, pois o discurso é bonito mas na prática se sabe que trata do bom e velho conservadorismo que acaba englobando
todas as relações humanas, os preconceitos de gênero, de classe, de sexualidade, de tudo que esteja no projeto coletivo de sociedade, e não na perspectiva de que o ser humano é um ser egoísta que depende apenas de si para avançar na vida...

Que raio de liberdade é essa, afinal?

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

O ônibus e eu...


Toda vida que andei muito tempo de ônibus, me pegava imaginando coisas. Foi assim quando ia para a Unisinos e está sendo assim quando vou à UFRGS.

Aqueles quarenta minutos até chegam a ser sagrados. Não durmo, não leio, não converso. Só penso.

Não consigo parar de pensar um minuto em milhares de coisas que tenho a fazer e outras milhares de gostaria de fazer.

Pode até parecer bobagem, mas sempre foi neste momento, que sonhei muita coisa. Daquelas que se sonha acordada.

Pois sonhar em casa; não rola, sonhar na rua; tem muito movimento, sonhar quando está dormindo; não é sonho, é associação livre e portanto não conta, sonhar vendo novela; sem palavras, sonhar na hora de comer??? Sonhar durante uma conversa - talvez - uma aula - sim!!! - mas há de voltar à Terra para se concentrar - sonhar antes de dormir??? - pego no sono...

Nessas aí que já me dei conta que preciso daquele momento. O meu momento de sonhar, de analisar coisas. De avaliar relações, posturas, pensamentos, conceitos, coisas a fazer, coisas não feitas, coisas mal feitas... enfim...

Se não tivesse mais esse momento do ônibus... acho que minha vida perderia um pouco de qualidade... perderia abstração, perderia várias coisas que os outros momentos exigem certa rigorosidade metódica... e lá no ônibus tudo é livre... minha cabeça se liberta no Sogil... ehhehehehehehe
Se perdesse esse momento, certamente teria que recriá-lo em outro espaço e outras ocasiões.


Nunca me esqueço das inúmeras vezes que ficava pensando como seria meu primeiro dia de aula como professora... isso rendeu muito pensamento pra manga...

Ih, no Sogil já fiquei muito triste também. Naquelas horas fatídicas que a gente imagina como reagiria à morte de pessoas queridas e à própria morte. Até já chorei imaginando. Já viajei para alguns lugares do mundo no Sogil também. Ou ao menos pensei em planejar.

Pode parecer loucura, mas gosto muito dessa parte da rotina. O ônibus. O pensamento.

Claro que não preciso nem dizer né... o pensamento flui porque se trata de um ônibus confortável e silencioso... e isso me entristece. Pois quem pega aqueles ônibus lotado horríveis, apertados e desrespeitosos, não conseguem sentir talvez isso que eu sinta numa linha (carérrima) de Gravataí a Porto Alegre...

Não vou nem entrar no mérito do valor da passagem senão já me irrito e perco a linha do raciocínio sobre a filosofia de ônibus...

Mas é isso. Se um dia alguém me encontrar no ônibus, me dá oi e não passa a viagem inteira puxando assunto, pois é hora de filosofar... eheheheheheheeh

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sem paciência para postagens...


Quando ela voltar eu aviso.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Dilma e a farsa primeiro de abril

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quinta-feira, 25 de março de 2010

Pra minha mamãezinha...

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sábado, 20 de março de 2010

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quarta-feira, 17 de março de 2010

Música Universitária


Minha nossa, agora inventaram o "pagode universitário"... será que é tocado com instrumentos universitários?? E o microfone, é usado aquele universitário também? Fico imaginando a dificuldade de encontrar uma caixa de som universitária para o som ficar mais potente, pois os ouvidos universitários gostam de som bem alto, além é claro, do pandeiro universitário e do bandolim universitário. O foda é que as banquetas universitárias são raras, é bem difícil de encontrar, aí os músicos tem que cantar universitariamente de pé... mas acho que lá na universishop deve ter...

Além disso, o sertanejo universitário também tá em alta... nessa modalidade, se pode usar chapéus universitários de cowboy universitário, regado com uma boa música interiorana universitária. Mas universitária, vejam bem, nada dessas coisas brega de sertanejo de verdade, pois afinal, é UNIVERSITÁRIO.

Quem não for universitário, que escute música brega, pois os universitários só escutam coisas boas, coisas de universitários..

Que coisa ridícula, agora pra diferenciar o pobre do rico que pensa que é rico mas não é, se utiliza o termo "universitário"...

Sim, porque pobre jeca que escuta sertaneja não vai à universidade. Mas classe média que pensa que é rico, e ricos propriamente dito, vão à universidade. Logo, se escutam a mesma música, precisam ser socialmente diferenciados, pois senão pega mal...

Óh, presta atenção: Vitor e Léo, pode. Tonico e Tinoco, não pode. Ok?

Se não tiver esse termo no estilo musical que antes era coisa de pobre, tipo, pagode, sertanejo, buenas... se não tiver essa palavra, cuidado!! Você pode estar ouvindo músicas de pobre! Uau!! Já pensou, o que teus amiguinhos vão pensar de ti?

Afinal de contas, estilo musical também tem classe social...

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domingo, 14 de março de 2010

FESTA DE 30 ANOS DO PT - HOJE

É hoje a festa de 30 anos do PT, que acontecerá na parada 73 em Gravataí, a partir das 16h, na sede do partido.

ENTRADA FRANCA!

Apresentação dos Acadêmicos de Gravataí, Felipe Suel e Catuípe.

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terça-feira, 9 de março de 2010

Aos curiosos gentis...


Resolvi contrariar um bando de burguês que toma conta da palavra de uma comunidade que se denomina comunidade oficial da UFRGS no orkut... e agora meu blog resolveu bombar...


Foi positivo pois recebi várias palavras sensatas de pessoas decentes, até mesmo de pessoas que discordavam de mim...

Em compensação alguns se deram ao trabalho de criar fakes para entrar nos meus scraps e me agredir... com baixarias das mais diversas...

Sigo com meus scraps desbloqueados, quem quiser escrever ali, tá liberado, não tenho medo de debate, pelo contrário, eles fortalecem e reinventam muito conhecimento.

E digo ainda mais, quem quiser debater de fato, disponibilizo meu msn. Pois não preciso me esconder de seguir dialogando meus posicionamentos perante a vida e a sociedade...

Quem quiser argumentar, ingrid_wink@hotmail.com, pois estou indo apagar meus posts daqui a pouquinho, afinal, lá não irei responder nada e é muito lindo ficar me detonando por lá sem mostrar a cara...

Porém, naquela comunidade com toda certeza não seria o local correto para o debate, visto que muitos entram ali pois se sentem parte da UFRGS, e quando leem os tópicos se apavoram e pensam se realmente é isso que a UFRGS está criando, ou se são apenas meia dúzia de gente perdidinha que está sujando todos aqueles debates...

Um beijo aí para os gentis que falaram comigo com maturidade...

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segunda-feira, 8 de março de 2010

Hoje é um dia de luta e resistência...


E não um dia de mandar rosas nem de levar uma mulher pra passear...

Parece até piada, mas tem político na cidade que sai a distribuir rosas pelas ruas todos os anos... espero que esse ano ele economize o seu dinheirinho e poupe a chacina no roseiral...

Hoje não é dia de dizer que compreende uma mulher com toda a sua sensibilidade e dedicação... com toda a sua suavidade... leveza... e blá blá blá blá blá e todos os blá blá blás que reafirmam a condição de "fraqueza feminina" perante a força viril dos homens gentis...

Hoje não é dia de enviar poeminhas românticos ou mensagens no orkut falando de mulheres e suas delicadezas... hoje não é dia dos namorados..........................

Hoje é dia de marchar... hoje é dia de reafirmar nas ruas fazendo barulho, mostrando o rosto, hoje é dia de reafirmar a luta pela igualdade de gênero e igualdade de direitos.

Hoje é um símbolo... pois o hoje não é de hoje e não é só hoje...

Um grande abraço à todas as mulheres de coragem e ousadia que estão marchando mundo afora, em especial, as grandes mulheres que foram para São Paulo marchar por dez dias.

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quinta-feira, 4 de março de 2010

Mulheres...


Gostei muito deste texto e copiei um trecho dele aqui... quanto mais leio estas coisas, mais não me aguento diante de determinadas situações que me oprimem com consciência.

Talvez na época que era oprimida sem consciência a vida era mais fácil. Porém, amadurecer a consciência para determinado tipo de coisa me faz sentir cada vez mais livre.


...Efetivamente, nada é por acaso. Histeria, menopausa, TPM, situações geralmente médicas, são tratados como verdadeiros atestados da inferioridade física, moral e social da mulher. Mais um preconceito a ser derrubado. Afinal, cabelos de homens também branqueiam, homens também podem ser histéricos, sofrem com mudanças hormonais e possuem ciclos não tão visíveis quanto a menstruação. O que muda é o tratamento dispensado.

Passa da hora de nos convencermos que podemos viver e envelhecer com dignidade. Que a condição feminina tem caracterrísticas próprias, não defeitos ou imperfeições. Passa da hora de reagirmos aos rótulos preconceituosos e os alimentarmos. Não precisamos ouvir, a cada vez que contrariamos alguma ordem estabelecida, reclamamos de injustiças ou reivindicamos nossos direitos, a pergunta canalha:
Estás com TPM?

Regina Abrahão

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quarta-feira, 3 de março de 2010

Divulgando...

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Atropelo carnavalesco...

Sem postagens, o carnaval me atropelou, há um vácuo nos meus pensamentos que me impedem o raciocínio...

Minhas pernas não mexem direito, dói tudo que puder doer...

Tô ficando velha... ano que vem o carnaval será num retiro espiritual no alto de algum morro propício para meditação...

ai ai ai una una una

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Lindas e lindos de 2008 - Um abraço de urso!!


Tem momentos que eu fico dias sem escrever... e outros que escrevo diariamente...

Descobri que tem sinal de internet aqui onde eu estou... que ruim... hehehehe

Ontem estava prestando atenção nos meus recados do orkut e nos depoimentos...

Me bateu uma sessão nostalgia...

Começou a doer de novo a saudade da gurizada de 2008... e às vezes é preciso expressar para não passar despercebido.

Pois de tanto passar despercebido, um dos alunos que muito gostava, se foi...

E não quero que os outros passem assim também, ou que eu passe, sem que tenham consciência do quanto foram e ainda são importantes para mim.

Estava relendo meus depoimentos no orkut, e fiquei impressionada com o carinho que essa galera toda tem. Não sei nem se tenho capacidade de retribuir tanto, pois são extremamente abertos a declarações e tem muito mais facilidade de demonstrar sentimentos que os adultos.

Não é a toa nem é por nada que é nessa juventude que eu acredito e confio um caminho mais otimista para a humanidade.

Eu amo todos vocês.

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Da série: polêmica totalmente sem importância


Sim, verão e praia não inspiram muitas polêmicas de suma importância pra sociedade, então lá vou eu protestar contra uma coisa absolutamente sem importância político-social...

Mas vale o recado...

Eu gostaria de protestar contra o discurso machista de que homem na praia tem que usar bermuda e que usar sunga é feio e jeca.

Sunga é o que há...

Afinal, se as mulheres não vão de roupa até os joelhos pra praia, pois o corpo tem que ficar exposto ao sol e aos olhos da praia inteira, por que os homens tem que ficar escondidos atrás daquele monte de pano colorido (e geralmente cheio de flores do Havaí ou motivos tribais), tapando toda e qualquer visão que se possa ter?

Eu era influenciada pelo discurso de que sunga era horrível, que homem de sunga era nada a ver, que era brega, que só gay usa sunga, e coisa e tal...

Eis que me dei conta de que eu nada mais nada menos reproduzia o discurso dos homens sobre a sunga... pois uma mulher que goste de homem não vai se sentir nenhum pouco mal de poder ver melhor as curvas do vizinho do guarda-sol do lado, em nome da "moda" ou da "breguice"...

Pela campanha: homem tem que usar sunga, por direitos iguais...

ou então as mulheres brasileiras também poderiam aderir à burca na beira da praia pra poder ficar tudo de igual pra igual...

E aqui entre nós, tem um monte de mulher que acha sunga feio e tal... mas duvido que não fiquem olhando para o que está por baixo da sunga dos "bregas" que usam sunga...

Além do que, o cara que usa sunga ainda se bronzeia e tem melhor mobilidade dentro do mar.

E pra turminha do mega bermudão de praia, um aviso: a sunga do vizinho pode estar diante dos olhos da(o)s sua(eu)s namorada(o)s! ehehehehehhehehehehehehehe

E isso vale pra todos, gordinhos, magrinhos, gordões, pelancudos, barrigudos... todos...

Ah quanta conversa pra boi dormir...

O negócio chama-se liberdade...

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Na beira da praia tudo é do bem...


Nesses momentos de suposto relaxamento mental em plena beira da praia, depois de quase entrar em pânico para a entrega do projeto de mestrado, tava pensando...

Na beira da praia, todo mundo de biquini, os caras de sunga, de calção, de bermuda, enfim, aquele clima de verão, aquela coisa festiva, crianças correndo, muito sol, água no pezinho e coisa e tal... me vem várias coisas na cabeça. Uma delas, é que na praia todo mundo é meio "igual".

As pessoas se tornam automaticamente do bem.

Parece que na beira da praia todo capitalista safado chauvinista vira um homem qualquer, o traficante que encomenda vários assassinatos por mês, na beira da praia, é do bem.

O camarada ladrão que alimenta uma "oligarquia" na justiça brasileira, na beira da praia, é do bem.

O cara que explora várias pessoas inocentes em espaços religiosos, na beira da praia, é do bem...

O machista dos inferno que bate na mulher, na beira da praia, é do bem...

O homofóbico que transa com travesti de noite e de dia oprime homossexuais, na beira... ah... na beira da praia... é um homem simpático, cuidadoso, que orienta o filho a não jogar areia nas pessoas do guarda-sol ao lado...

Noooooooooooooooooossa, viva a beira da praia! Afinal, ali, as pessoas estão com poucas roupas, o máximo que se pode analisar são instrumentos como cadeiras e guarda-sóis, não há tanta facilidade de condenar pessoas por estereótipos e vestimentas que caracterizem grupos sociais, não há pessoas com marcas de tênis que simbolizem quem tem o poder, não há (na maioria das vezes) como dizer quem é rico quem é pobre pelo carro que está usando (a não ser que sejam praias em que se estacione carro em cima da areia com seus sons mega power hiper super potentes) enfim...

Olha que ambiente de paz é a praia... somos todos iguais na beira da praia...

Muda uns estilos de biquinis e de calções... mas não tem como distinguir a olho nu, o patrão, do explorado...

Viva a praia... que paraíso para o bom andamento da sociedade, que algumas pessoas consigam ir à praia e sentir o ar puro da maresia...

Aaaahhh o verão... nada como o verão para relaxar a desigualdade da cidade a caminho da "igualdade" na areia...

Que coisa, não???

Quem imaginaria que o carinha da cadeira do lado, que brinca com sua neta, alegre e feliz, pode ter sido um torturador militar no período da ditadura, né? Ah mas que coisa chata isso de nunca desligar o radar, pois afinal... é verão...

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pornografia!!!!!! Eeeeeeee


Não era nada, só queria escrever a palavra pornografia porque linka mais acessos no blog...


70% das coisas que as pessoas procuram na internet é pornô... então... talvez escrever pornô várias vezes traga mais ibope pro meu blog!!


Imagina então se eu colocar como tag "Foto da Juliana Paes pelada"

Daí sim, aumenta o número de acessos ali do ponteiro por causa do google images...

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Altos papos...


Eu deveria ter mais paciência com alguns assuntos...

Mas eu não tenhooooooooooooooooo!!!!!

Se alguém quiser me excluir de uma roda de conversas, por favor, comece a falar em roupas, bijouterias, na sandália que a fulaninha comprou e na sandália que a prima da fulaninha queria comprar, ou no corte de cabelo da amiga da fulana, que é o último grito da moda, ou então na cor do esmalte da Godofredaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!

Ai que sacooooooooo!!!

Daí a pessoa se desloca pra roda dos meninos... (pq é assim, a roda dos meninos e das meninas)

A pessoa não aguentou os papos da roda das meninas... e tentou se sociabilizar na roda dos meninos...

E???

E fica ouvindo que o técnico do Inter não deveria ter escalado o João do Caminhão...

Tá, eu sei que generalizar é feio... mas a grande maioria das vezes é isso que acontece...

Não que eu não goste de futebol ou não goste de colocar uma roupa que me sinta bem e tal...

Não que eu nunca fale nisso ou nunca assista novela, mas...

É que puxa vida... que saco!!!

Procura-se uma roda para gente estranha como eu...

Quem dera se a galera quando se reunisse, ou falasse muita merda ou falasse coisas importantes para o mundo... porque futilidade me irrita...

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Novamente ela... a hipocrisia...


Organizando o caos mental...

Que coisa não.
Sim, que coisa, sim...

Eu acho que vou escrever uma novela... mas com personagens fictícios, sem nenhuma relação com a realidade – será que existe isso? Claro que não!! Eu queria produzir um documentário. Mas sabe, tem tanta coisa que nem sei como começaria. Já pensei mil vezes em fazer um. Poderia se chamar: “hipocrisia”.

Acho que a palavra que mais abomino chama-se hipocrisia. Por trás da hipocrisia existem tantas mazelas... tanto disfarce, tanta história pra boi dormir, tantas repressões, tantos simbolismos e significados de sentimentos ocultos ou então tanta moral de cueca... tanta mas tanta...

Olha o que o wikipedia disse (apesar de eu não confiar muito nele...)
A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.


A hipocrisia social me enoja mais ainda, pois a coisa vai se massificando e o discurso comum acaba por ser uma falácia da porta pra rua. O discurso comum não traz o discurso para dentro de casa, nem tampouco ultrapassa as portas do quarto até a sala... a hipocrisia consome pessoas vivas, pois ela é um ser morador do interior da cabeça de cada um.

É difícil lutar contra ela, contra si próprio, mas ao menos dá pra ser humilde de vez em quando e tentar não deixar a hipocrisia contaminar demais o discurso. Agora, tem gente, que não só não controla o discurso como ainda infla o discurso hipócrita dos outros.

O que eu chamo de hipocrisia hoje, não sei como chamarei quando deixar de ser jovem. Pois às vezes quando a pessoa amadurece, vai vendo que alguns conceitos eram radicais demais, e começa a revê-los. Eu espero cada vez ser alguém melhor, mas tenho minhas dúvidas sobre minha tolerância com a hipocrisia que contamina relações, mata gente, difama inocentes e de presente traz miséria moral e material aos seres da Terra.

Cabe dentro da hipocrisia, tanta coisa, que poderia ser o lixo da Terra.

Nesse momento da minha vida, ainda acredito que o ser humano tem ímpetos de coletividade acima dos de individualidade.

Não sei se pensarei assim sempre. Essa visão, é, acima de tudo, uma visão otimista de esperança. Será que eu vou pensar sempre assim? Óbvio que o pensamento se transforma ao longo do tempo, mas sobre esse tema, tenho minhas dúvidas.

E como militância política ainda é um tema romântico pra mim, tem muita água pra rolar embaixo desse rio até que possa afirmar “esqueçam o que eu escrevi”...

E quanto a isso, espero nunca chegar a esse ponto da decadência ideológica.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Cocô


O Cocô era um menino muito levado que gostava de falar merda e vivia se arriscando por aí.
Um belo dia, viu o Cagalhão andando na rua e pensou:
-Esse cagalhão é mais bonito que eu, bem grandão, forte... eu queria ser um cagalhão.
O Cocô resolveu parar o Cagalhão e perguntou pro Cagalhão como ele fazia para ser assim tão forte...
O Cagalhão respondeu:
-Ora bolas, eu malho, eu me alimento bem, como milho, casca de feijão, aveias e cereais, além de muita carne...
Daí o Cocô pensou:
-Vou comer tudo isso pra ver como eu fico...
E lá se foi o Cocô, na quarta-feira verde do Nacional, comprar coisas que o deixaria encorpado e forte... comprou verduras, frutas, carnes, cereais, enfim...
Depois de passadas duas semanas, o Cocô começou a se sentir mal... mas tão mal, que um belo dia, foi passear na Celite e:
-Pssssssssssssfrrrrrrrrrçssssssss
Deu tudo errado.
Nem Cocô, nem Cagalhão...
Ele saiu um Peido Molhado...


Moral da História: Nada como um dia após o outro...

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Palavras apenas...


Se as palavras escritas em um texto tivessem um poder de demonstrar sentimentos, hoje elas sairiam com um visual cinza e cheias de envergaduras para baixo, como se estivessem se derretendo, se decompondo. Assim sairia um texto meu, ainda que falasse de política, de futebol ou de religião.


Pois nem tudo que se fala, é. Por trás da palavra amor, pode não estar escrito amor. E por trás da raiva, pode estar algum amor.

E como descobrir?

Na dúvida, é bom ler o que está escrito. Ao menos até que se tenha o poder de desvendar uma palavra.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Umas coisas que eu não entendo...


Tem umas coisas no mundo que eu não entendo.


E tem outras que eu acho que entendo.


E tem aquelas que eu não entendo e nem nunca vou entender.



ehheheheheehhehehe


Profundo, né?


Não entendeu nada?

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domingo, 17 de janeiro de 2010

Mais do mesmo ... do mesmo discurso...


Estava vendo há pouco um documentário sobre a Bolívia, e óh... "BAH"! Como diz o Kraunus, maestro do Tangos e Tragédias... isso aqui não é a Sbórnia mas BAH!

Tem coisas que ao longo da vida vão se modificando, outras se transformando, outras a gente mantém como era do princípio, e assim os processos de descoberta e de contradição vão se dando...

Mas tem uma coisa que quanto mais o tempo passa, mais se consolida. É a ditacuja LUTA DE CLASSES. Puxa vida, que coisa mais "tão tão" parecida em qualquer lugar que se vá. Especialmente aqui na América Latina, que coisa forte é o discurso da classe dominante e o discurso da classe historicamente oprimida. E que coisa mais deprimente que é a classe oprimida que internaliza o discurso dominante e se acha o verdadeiro burguês...

Não precisa fazer profundas análises, vou me pegar em apenas um aspecto: o documentário mostrou o discurso de pessoas contra Evo e a favor de Evo. Poderia entrar em mil comparações, mas a estética foi a mais gritante. Os a favor entrevistados eram índios e os a contra eram bolivianos brancos. Óbvio que esta comparação aos poucos vai se espraiando na miscigenação ao longo da história, mas por hora, foi simbólico demais. Teve até um cara que disse que esse negócio de ficar puxando na história o sofrimento que os povos pré-colombianos tiveram com os espanhóis, era coisa do passado. Tava na hora de todos se juntarem, pois espanhóis e índios, são todos iguais... ehehehe... todos iguais uma baita duma ova, tava lá ele, discursando contra o Evo e ignorando a história do país. Nessas horas "somos todos iguais"... boa essa.

O mesmo vivi na Venezuela. O povo nas ruas num pronunciamento público de Chavez a favor do Sí pela reforma constitucional eram misturados, eram negros, eram índios, eram brancos, eram tudo. A meia dúzia de gato pingado nas estações do metrô com cartazes pelo No e escritos comparando Chavez à um grande ditador que reprime a "liberdade de imprensa", eram meninas loiras de chapinha e meninos universitários bem vestidos.

Não se trata aqui de fazer generalizações infantis nem tampouco por estereótipos, mas existe um simbolismo por trás de tudo isso.

Espero ainda estar viva para ver uma misturança tal, que na entrevista entre contra e a favor os projetos socialistas, não fique assim tão evidente pelo visual, do que estamos falando quando relacionamos luta de classes historicamente construídas e tão fortemente consolidadas.

O triste é que tem uma galera que é da classe trabalhadora e discursa a favor do capital.

Tá cheio de gente ralada nesse mundão dando inchaço no discurso capitalista.

Só aqui no meu bairro, nem se fala... um monte de gente que se rala trabalhando, é explorado, usado, abusado, e ainda assim defende seu algoz...

Mas não digo isso com pessimismo, pelo contrário, só mostra que temos inesgotáveis lutas e diálogos para travar.

Para encerrar, digo que o documentário me emocionou por ver um número cada vez maior de gente do lado "oprimido" da força... isso dá injeção de ânimo.

E por outro lado, me convenço cada vez mais, e posso estar redondamente enganada, mas me convenço cada vez mais que não se deve perder tempo travando debates com quem incorpora o discurso da direita com unhas e dentes, e é explorado até não poder mais. Essa classe média que acha que é burguês, e forma opiniões por aí afora, só atrapalha a luta e não enxerga que é só mais uma peça da engrenagem.

O poder que vai emergir de verdade, vem do povo, e não do povo que não se considera povo...

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