segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Eu não existo sem você

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer
Pois todos os caminhos me encaminham prá você
Assim como o oceano só é belo com o luar
Assim como a canção só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover
Assim como o poeta só é grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor não é viver
Não há você sem mim, eu não existo sem você

Vinicius de Moraes

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domingo, 27 de novembro de 2011

O mal estar da pós-modernidade


Olha o que eu achei... "O Mal estar da pós-modernidade"... nunca li.
Deve ir na linha da Modernidade Líquida.
Acho que estou virando uma garrafa de Coca-cola mesmo.
Tô tão pós-moderna que não consigo fixar nada nas ideias. Uma hora aqui, outra acolá, outra sabe-se lá onde.

Ô droga de liquidez. Que coisa bem chata me sentir um rio. Não para em lugar nenhum.
Eu queria ter certezas.

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domingo, 23 de outubro de 2011

Como mudar o mundo?




Ao contrário do que possa sugerir o título destas palavras que resolvi escrever, não citarei nenhuma fórmula ou receita para mudar o mundo. Seria muita pretensão. Até porque, se soubesse como mudar o mundo já teríamos mudado, não?
Embora não tenham receitas ou fórmulas, é possível estabelecer alguns métodos ou caminhos mínimos de como mudar aos poucos. Afinal de contas, milênios de existência humana e nada a dizer, também seria demais.
Sobre métodos/ caminhos mínimos, sim, tenho coisas a palpitar. Mas não como os "palpiteiros" de plantão, que só criticam o que os outros tentam fazer para melhor a vida dos seres humanos mas não apontam alternativas ou não se engajam em absolutamente nada.
Tenho lido muitos absurdos na internet, principalmente no facebook, sobre os "palpiteiros" de plantão. Estes, acham que tudo é ruim, que todos são ruins, que política é coisa de ladrão, que todos são do mal, que a sociedade está perdida e talvez até acreditem que o mundo vai acabar amanhã!!!! Estes "palpiteiros" de plantão, incapazes de olhar para a realidade de forma dialética, contraditória e histórica, só conseguem emitir olhares fragmentados daquilo que conheceram também de forma fragmentada ou através de meras "versões".
Com isso não estou dizendo que sei da realidade na sua totalidade e que meu olhar é melhor ou pior que de alguém. Pelo contrário, tento buscar sempre coerência na hora de analisar alguma coisa. E muitas vezes erro e errarei, porém, buscando sempre um método. Analisar sem método ou sem a busca dele, sim, é optar por sempre ter uma versão fragmentada da realidade.
A resposta é essa. Como mudar o mundo? Não tem resposta, mas tem métodos para tentar. E nesta "tentativa" sim, me encaixo. Fico me perguntando qual a base metodológica daqueles que só ficam literalmente "cornetiando" na internet, que não participam de nada, que numa roda de amigos só reclamam e falam mal da política, das pessoas, de tudo, que não acreditam em nada, que acham que todo mundo é do mal, que blá blá blá. Esse discurso me cansa. Principalmente quando vejo ele partir de pessoas que já se envolveram na tentativa de mudar o mundo pelo sistema político partidário brasileiro, ou que talvez até já tenham participado também de movimentos sociais. Esses para mim são os piores. Esses são os "palpiteiros" de plantão que não agregam nada, que nada fazem para mudar a vida dos sujeitos coletivos, mas do seu próprio indivíduo. É óbvio que tem gente ruim, que tem político safado, que o sistema político e a democracia brasileira precisam eternamente evoluir, que tem tudo isso. Mas daí a generalizar tudo e viver no niilismo total é coisa muito irritante.
É muita contradição. Os "palpiteiros" de plantão que já fizeram parte da luta e agora só colocam tudo para baixo, são os pessimistas do momento os mais incapazes de conectar a realidade com a história e a esperança de um mundo melhor. Muito chato isso. Ninguém presta? Nada presta? Vá morar em Marte!!!
#PRONTOFALEI

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Deseo...

Yo soy, tan sólo
uno de los dos polos;
de esta historia, la mitad.

Apenas medio elenco estable;
una de las dos variables
en esta polaridad:

más y menos,
y en el otro extremo
de esa línea, estás tú,

mi tormento,
mi fabuloso complemento,
mi fuente de salud.

Deseo
mire donde mire, te veo
mire donde mire, te veo
mire donde mire, te veo….


Saudade do Jorge... que música mais eu mesma... impressionante...

Desejo.....................................hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Saudade


Dizem que saudade é uma palavra sem tradução para o inglês e para o espanhol. Talvez não tenha tradução para outras línguas também, o que conota uma brasilidade nesse sentimento. Obviamente o sentimento existe e é traduzível em qualquer língua, mas com outras expressões. Esta palavrinha "latinoamericana-brasileira-gaúcha-minha", tem estado em evidência em meu coração e mente nos últimos tempos. Não sei bem a razão (ou talvez saiba), mas sinto saudade de tanta gente que não poderia mencionar aqui para não ser injusta com ninguém.
Pode ser que a vida ande tão corrida que não consiga mais estar com pessoas que gosto MUITO. Estas pessoas que gosto MUITO certamente sabem que as gosto. E certamente vão me entender por algumas ausências. Saudade de tempos, de lugares, de alunos, de professores, de amigos, colegas, parentes, de gentes de todas as partes, de risos, de coisas divertidas que somente "pessoas" são capazes de proporcionar a "pessoas".
Assim que possível me redimo com estas e estes que fazem muita falta na minha rotina. É uma questão de sobrevivência... sem essas gentes eu não vivo!
Saudadona de MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITA gente!!!!!!!!!!!!
Nossa, tem tanta música para "saudade" que vai desde música sertaneja até rock...
Que coisa boa sentir saudade, reforça Sartre e Jobim numa mesma "tacada":
Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho...


É como se todos os lugares que já estive, tivesse sido uma maloca de Adoniran...
Saudosa maloca,maloca querida,
Dim dim donde nóis passemo os dias feliz de nossas vidas.


Que momento! Vontade de dar um abraço do urso em todos que não vejo há tempo, ou vejo muito pouco ultimamente...

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domingo, 26 de junho de 2011

Tolerância e direitos religiosos e não-religiosos para tod@s


Eu sempre tenho vontade de escrever sobre o que acredito. Claro, tem coisas que não dá para escrever, tem outras que eu acredito por pouco tempo pois elas mudam, e tem aquelas que eu "finco pé". Dentre as coisas que eu finco o pé é a questão religiosa. Já mudei duzentos por cento sobre o que acredito em relação às religiões. Já fui espírita, já pendi para um umbandismo não-praticado, sempre me impressionei muito com ritos indígenas, com filosofia budista, estudei em escola católica e sei bem como funcionam as igrejas evangélicas. De modo geral, só não sei bem como funciona o islamismo, judaísmo e alguma coisa das orientais. Sobre estas, só tem aquilo que li superficialmente, ou vi pela televisão ou pela internet. Resumindo, há uma intolerância religiosa tão grande no mundo, que as pessoas que leem este textinho devem estar esperando a hora que eu vou avacalhar alguma destas religiões ou então a hora em que eu vou elencar a "melhor", ou a "melhorzinha". Nada disso. Apenas resolvi escrever aqui sobre minha condição de ser ateia no mundo em que as pessoas nascem e se tornam praticamente "obrigadas" a ser de alguma crença sobre o abstrato.
Me sinto feliz assim, respeitando todas as religiões, mas fazendo cada vez mais questão de exigir respeito por não acreditar em deus. Tem religião que mata em nome de deus, mas condena muito mais aquele que não acredita em deus nenhum do que aquela religião que é considerada sua "rival". Tem cabimento?
No orkut eu fazia parte de uma comunidade que se chama "Sou ateu e tenho bom coração". Sempre tem aquelas pessoas que acham que um ateu é um ser humano sem luz, sem destino, sem bondade, "sem noção"...
O mundo passa por uma evolução no quesito "tolerância". Dentre elas, a tolerância "religiosa". Aos poucos, lutas e buscas por emancipação humana vão se tornando internacionais e transcendem fronteiras territoriais, morais e religiosas. Certamente é um lento caminho. Andando junto neste lento caminho, a possibilidade de enxergar-se ateu neste mundo também surge como um direito à emancipação humana e a busca por liberdade.
Fé? Sim, tenho fé no ser humano. Acredite, existem muito mais "bons" do que "ruins". Viver ESTA vida, vale a pena.

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domingo, 29 de maio de 2011

Mafaldeando

Eu tenho uma sensação que a Mafalda faz parte da minha família e convivo com ela desde pequena... deve ser porque já decorei algumas tirinhas...

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Conferência da DS de Gravataí

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sábado, 14 de maio de 2011

O que fazemos dos nossos meninos?


Falar em “nossos” meninos significa pensar coletivamente. Seja na sociedade ocidental capitalista, seja na aldeia indígena, seja numa comunidade islâmica ou oriental. Educação humana não é presente de pais para filhos ou de professores para alunos. Educação humana é processo coletivo de todos com todos o tempo todo. Falar em “nossos” meninos significa pensar naqueles que vieram ao mundo nas últimas gerações. Neste texto em especial, os meninos. Há muito tempo mulheres lutam por sua dignidade e o seu direito ao “mundo”. Aos poucos, a realidade da vida começa a mudar através do contínuo processo de lutas sociais por todo o planeta. Aos poucos mulheres começam a ocupar novos espaços, começam a adentrar em lugares nunca antes permitidos e também a instituir outras relações econômicas e sociais na sociedade. O que reflito neste momento emerge do que sempre pensei mas nunca escrevi: a educação que homens e mulheres reproduzem aos meninos. Crianças de qualquer idade recebem tratamento diferenciado conforme seu sexo. Esse fato não é novidade para ninguém. Meninos “são” azuis e meninas “são” rosas. Meninas em geral são instigadas ao campo da afetividade, do cuidado e do carinho, e os meninos são instigados a bravura, a coragem e a disputa (nesse caso, a disputa por vencer, por ser um vencedor de qualquer ordem que seja). Um menino de apenas dois aninhos recebe de um homem adulto um “tapinha” nas costas ou um aperto de mão como cumprimento. Uma menininha pode receber um beijo. Pais e filhos passam desde muito cedo a trocar carinhos de bebê por carinhos de homem para homem, ou seja, distanciam cada vez mais o lado afetivo entre homens e o que fugir disso soa estranho para o restante da sociedade dos “tapas” nas costas. O menino adolescente que não demonstrar ser um potencial “garanhão” precisa de cuidados especiais, pois o resto da família pode desconfiar que o bravo menino pode não ser tão bravo assim. Os medos e receios inerentes aos seres humanos devem ser suprimidos em lugar da construção artificial de uma bravura e coragem que qualquer homem na sociedade ocidental deve ter. Meninos não choram. Ainda com idades muito precoces quando meninos se machucam os adultos insistem em enfatizar que menino não chora ou não deveria chorar. Meninos não choram? Por quê? Seres humanos choram. Seres humanos sentem medo. Seres humanos são sensíveis. As mulheres receberam secularmente um fardo hipócrita de tentar explicar sua facilidade de externalizar sentimentos ou sensibilidades em função de seu sistema reprodutivo que ocasiona uma Tensão Pré-Menstrual, famosa TPM. Esta tensão lhe facilitaria a sensibilidade e o choro. Será mesmo? Ou será que todos temos vontade de chorar mas os homens não foram educados para chorar? E se os homens fossem educados para se sentirem menos “bravos”? Menos corajosos? Menos “machos” em disputas que resultam em gestos de agressão? Se os meninos fossem educados para pegar leve nesses elementos, lhes faltaria alguma coisa? Seriam impotentes? Seriam pessoas incapazes? Seriam covardes inúteis? Seriam frágeis como são tachadas as mulheres? Seria o fim da reprodução humana e da virilidade? Ou seriam simplesmente pessoas livres e mais transparentes com todas as sensibilidades que a complexidade humana carrega? Seriam mais felizes. Seriam mais coerentes com aquilo que carregam dentro de suas subjetividades. Qualquer pessoa sabe que homens são sensíveis. Sensíveis como qualquer mulher também é. Mas simbolicamente da porta de casa para rua, a sensibilidade masculina na moral que vivemos precisa ser abafada. Já pensou um homem dar um soco no outro homem e ele não reagir? Que covarde medroso, não? Para ser educado como homem, precisa de sobrecargas de bravura, “macheza” e coragem. São estes os adjetivos dignos do verdadeiro “homem macho”. Não basta ser homem, tem que ser “homem macho”. Alguém poderia me dizer: “estás generalizando, não é bem assim”. Pode não ser bem assim dentro de algumas casas, o que não adianta muito quando encaramos a educação como um processo coletivo, e não isolado. Se aprendemos sobre a vida constantemente e cotidianamente, logo, introjetamos na subjetividade cargas e mais cargas de condução moral em tempo integral. Pensava muito sobre acidentes de trânsito, sobre uso de armas, sobre brigas de soco, de faca, sobre crimes passionais, sobre homens que não se conformam em perder território humano (mulheres) para outros “homens”, sobre crimes sexuais, sobre coragens para perversidades mil entre seres humanos, e refletia sobre quem eram aqueles que mais os cometiam. Todos nós sabemos, são homens. E isso é culpar os homens e isentar as mulheres? De modo algum, tenho horror de sexismo. Levando em consideração que o sistema econômico exploratório e individualista que permeia o mundo é o grande condicionador da racionalidade humana atual, os homens são sim os grandes alvos do papel de “homem lobo do homem”. E isso não se dá espontaneamente. Isso é resultado histórico e social. Como pessoa envolvida com educação e sociologia, não poderia não achar que a educação está na chave deste sistema social caótico. Nem mulheres nem homens são os culpados deste quadro, mas o pensamento social dominante que perpetua esta educação para a sociedade. E grande parte dela continua a reproduzindo, consciente ou inconscientemente. Homens e meninos definitivamente não são assim por causa de sua testosterona, mulheres e meninas não são assim por causa de sua progesterona. Enquanto continuarmos hipocritamente jogando tudo para o lado da fisiologia pura e simplesmente, meninos continuarão sendo educados para chutar o coleguinha da classe do lado se este o importunar, a dar beijo em todas as meninas do colégio e a quebrar um braço sem chorar. Muito me alegrei ao ler num livro ontem que Freud perto de sua morte admitiu não ter sido capaz de analisar o sistema psíquico das meninas e das mulheres, deixando esta dívida para a história, pois até então suas análises me pareciam revolucionárias, mas machistas. Respirei fundo e me alegrei. Mulheres estão dando segmento para o seu pensamento rumando outros enfoques sem perder a psicanálise de vista. Sobre educação sexual de meninos e educação sexual de meninas, fica para a próxima, pois esta sim é ainda mais complicada.
Não sou perita em psicologia nem pedagogia, e jamais adentraria na área de forma simplista. Mas a realidade na luta por uma outra educação e a vivência de "ser e estar" no mundo enquanto uma mulher feminista que não pretende a guerra dos sexos mas a igualdade dos direitos à vida e ao corpo, me permitem ao menos divagar sobre o tema. Para variar o foco, ao invés de divagar sobre a educação que recebem as meninas, me centrei na educação que recebem os meninos, que, apesar de diferente, é tão perversa quanto a das meninas se tivermos a liberdade e emancipação humana enquanto horizonte.

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quarta-feira, 11 de maio de 2011

FINALMENTE! O desarmamento em pauta de novo!

Para diminuir a circulação e livre comércio de armas no Brasil. Finalmente pautaram o desarmamento novamente. Os argumentos do coronelismo brasileiro precisam urgentemente sair de vigência!!


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sexta-feira, 6 de maio de 2011

O Brasil da diversidade


por Amon Costa Historiador e Presidente da FUNDARC - Gravataí

O Brasil foi historicamente governado por uma elite que instituía sua moral aos demais sujeitos da sociedade, impondo suas crenças, credos e costumes. Há mais de 500 anos aqueles que sempre foram os oprimidos da sociedade ficaram a margem de decisões políticas e sociais que poderiam melhorar suas vidas. O Brasil vive hoje um marco histórico resultante de inúmeros processos de luta, de resistência, de bravura e de embate, tanto na vida dos oprimidos e da classe trabalhadora, quanto na sua forma de organização e relações entre si. Elegemos, entre um período historicamente curto de tempo, o primeiro homem operário oriundo da categoria mais pobre que existe no Brasil, o ex-presidente Lula. Em seguida, elegemos a primeira mulher presidenta da história deste país, torturada nos calabouços da ditadura militar, foco de preconceito e discriminações diversas, a presidenta Dilma. Num efeito histórico dos rumos do país, da forma de governar e
das relações de respeito com os movimentos sociais, o Brasil aprova numa instância máxima, o direito de família dos casais homoafetivos. Com isso, não foi aprovado apenas um marco legal. Com isto se sinaliza também, que o poder do Estado enquanto instituição regulamentadora de direitos da sociedade, encontra-se num cenário político que vem acompanhando as mudanças na sociedade e a busca pela dignidade humana em todas as suas esferas. Esta conquista não é um presente do STF. Esta conquista é fruto de décadas de lutas sociais dos homossexuais pelos seus direitos perante a vida. Esta conquista movimenta também, novas formas de relacionamentos entre pessoas, novas reflexões sobre respeito e dignidade e novas concepções de como atingirmos a emancipação humana de fato. É inadmissível que ainda aconteçam crimes contra a sexualidade das pessoas, das crianças, de jovens e adolescentes alvos de violência, de preconceitos
múltiplos que resultam em agressões, em derramamento de sangue, em falta de assistência, em intolerância, em medo, em crueldade. A cidade de Gravataí contribuiu e vem contribuindo em nível local, na medida em que pauta o tema da Diversidade Sexual através do Fórum Permanente na Fundarc, dialoga sobre o assunto, traz visibilidade e institui Lei Municipal da então vereadora Rita Sanco contra o preconceito aos homossexuais em estabelecimentos diversos, etc. De fato e de direito vivemos em um novo Brasil, os movimentos feitos em cada canto deste país, sejam ações de governo, sejam dos movimentos sociais, sejam nas lutas e enfrentamentos das pessoas no seu cotidiano, contribuíram num efeito positivo sintetizado no STF na tarde de ontem. O dia 5 de maio de 2011 será lembrado acima de tudo, como um marco legal em favor do respeito, da dignidade e da felicidade. Parabéns para todos e todas que lutam “aqui e agora” por um mundo melhor.

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

O invisível Dia Internacional do Trabalhador


Domingo foi primeiro de maio. Houve um tempo em que a mídia de massas veiculava ações que aconteciam em todo o mundo. Noticiava meio contrariada, mas fazia. O Fantástico deste domingo se superou. Em nome do capitalismo que a sustenta, a Globo não noticiou sequer a “menção” da referida data. Tenho convicção que se ontem tivesse sido o dia internacional do beijo, ou do cunhado, ou do uso de chapéu, talvez tivessem produzido alguma materiazinha divertida sobre o tema. A ideologia dominante se organiza através da tese de que a luta dos trabalhadores e trabalhadoras foi superada. Vivemos em um “suposto” novo tempo em que lutas sociais em torno do trabalho e do trabalhador caíram de moda e fazemos parte de uma nova realidade com especificidades tais, que, falar em luta de classes é coisa de dinossauro. Para cima de mim? Ah, essa não. Enquanto homens e mulheres seguirem morrendo em seus trabalhos e a caminho deles, seguirem tendo partes dos seus corpos mutilados, seguirem tendo lesões diversas em funções de seus esforços, seguirem vendendo suas forças de trabalho cada vez mais violentamente com cada vez menos direitos, falar em luta de trabalhadores não sai de moda. E não apenas por isso. Não sai de moda, pois o capitalismo não saiu de moda, o lucro das empresas não saiu de moda, a exploração do humano pelo humano não saiu de moda, a sociedade ocidental dividida em classes, não saiu de moda. O corpo e a vida humana ainda tem preço. Uns custam muito, pois tem posições na sociedade com maior destaque. Outros são mais baratos, pois são trabalhadores, pobres ou miseráveis. Grandes corporações da construção civil contabilizam em seu planejamento custos com mortes de funcionários; a cada dia morre no Brasil um número absurdo de motoqueiros que trabalham contra o relógio em nome da velocidade do capitalismo; trabalhadores de grandes indústrias perdem pedaços de dedos e das mãos a cada mês no mundo; e por aí poderíamos citar mil exemplos. Quem achar exagero sugiro uma visita ao Hospital Cristo Redentor. Basta ficar meia hora na recepção e ver a quantidade de casos de acidentes de trabalho que baixam hospital. O dia em que um desses for o “dono” ou o “sócio” da grande empresa, talvez seja um sinal efetivamente de novos tempos... Se prestarmos atenção, a classe dominante morre de “causas naturais” ou no limite, acidentes de trânsito. Essas coisas são “dinossáuricas”, foram superadas ou não existem mais? Errado. Isso é o que sustenta o capitalismo: a exploração do trabalho de homens e mulheres. Essas pessoas que movem o mundo, não receberam nenhuma menção na noite da “família brasileira” que assiste ao Fantástico. Isso que não vou nem entrar no mérito da discussão sobre o quanto ganha um trabalhador e o quanto ganha o seu “patrão”. Este debate na luta de classes, daria um outro texto. Mas, ironicamente, algumas instituições que tentam vender a ideia de que “a luta de trabalhadores e trabalhadoras já morreu”, não citaram sequer meia frase neste dia “normal” de domingo.
Foto: Sebastião Salgado

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Tem dias...


Tem dias que coisas pequenas deixam a pessoa para baixo. E eu me pergunto: por quê me importo?

Eu queria conseguir só me importar com as coisas grandiosas, mais nem sempre consigo.

Agora, por exemplo, li uma coisa na internet que me irritou profundamente.

E garanto, é muito pequeno.

Muito insignificante. Mas me importei.

Acredito que tenha me importado por não suportar determinadas vezes a ignorância das pessoas. Não no sentido de "grosseria", mas no sentido de burrice mesmo. Freireanamente a burrice não existe. E neste sentido, não posso achar que é burrice. Mas a racionalidade pode me faltar e a emoção tomar conta. De emoção, chamo por burrice. A estupidez da incompreensão do mundo sem ser através das telas do computador e das confortáveis poltronas de sofás.

Confuso? Claro que não. Eu entendo tudo que estou falando aqui. E só resolvi externalizar para ninguém, absolutamente ninguém entender nada, porque caso contrário poderia ter agido na internet como uma ignorante. Mas desta vez, a ignorante da "grosseria" mesmo.

Hoje é um daqueles dias...
Não se trata de hormônios, como justificam os idiotas, mas se trata de total falta de paciência com MUITA COISA e certamente o melhor a fazer é externalizar para ninguém e ao mesmo tempo publicamente para todo mundo!

Tem sentido?

Não sei.

Estupidamente para mim, tem.

Que enjoo de certas coisas.

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Uma imagem vale mais que mil palavras

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Palavras apenas, palavras pequenas, palavras ao vento.


Levar a vida numa light. Às vezes não dá. Mas sigo tendo desejos para que possa. Transformar o que é rocha em folhas, o que é grito em som, o que é ruído em tom. Hoje estou num momento bem autoajuda, fazer o quê, não tenho vícios graves além de gostar bastante de comer, então acho que estou no meu direito de largar esses papinhos de leveza e suavidade.
A vida pode ser colorida. Não precisa ser cinzenta. Ainda não virei budista mas a ideia do movimento e das boas ações que geram boas ações e assim por diante me agradam. Difícil é executá-las. Mas sigo tentando. Dá para acreditar que o mundo pode ser melhor e que pessoas e grupos diversos de todos os lugares do mundo não necessitem subjugar outros. Eu preciso acreditar nisso e seguir na linha da leveza construtiva.
Agora largando o papinho quase “religioso”, é preciso fazer uma ressalva: de nada adianta acreditar nisso e não ter métodos para práticas sociais, sejam elas quais forem. Por isso me sinto bem no meio que me meti. Na política. Não me enxergo fora dela, ainda que um dia vá para outros rumos, ela caminhará lado a lado na minha vida.
Inocência minha ou não, pouco importa como classifiquem isso em mim, mas minha crença de que somos seres solidários e bons segue de pé. Freireanamente, somos seres inacabados, educamos e somos educados cotidianamente. Essa é a grande luta. Mas para qual educação? Ah saudade de devanear no meu blog...
Eu gosto de ser assim. Às vezes me irrito, nem sempre consigo, mas tento.
Sobre este assunto, um salve salve para a minha mãe Rose. Sem esse lado dela, eu nada seria. Minha mãe é a melhor mãe do mundo. Nunca me cansei de dizer isso quando era criança e acho que agora adulta e cheia de coisa para fazer digo pouco ou quase nunca. A humanidade da minha mãe me atinge fundo o coração. Se não fosse ela passaria pelos meninos pedindo dinheiro no sinal e ainda reproduziria um comentário pequeno-burguês senso comum qualquer. Se não fosse ela não acreditaria tanto na força do amor. Falar em amor parece papo de CLJ, mas na boa, sem o amor dela eu nada seria. O amor que ela me deu e as coisas que me ensinou não são melancolias de novela das oito. São coisas humanamente sérias, comprometidas e sinceras. Não é um amor simplesmente amor, comercial de margarina. É um amor revolucionário, um amor cheio de formas, métodos e conteúdo.
Tá, podem avacalhar meu momento brega de menina, mas os patinhos sempre me comoveram, já passei duas vezes por uma família de pata e patinhos atravessando a freeway, onde todos os carros desviavam para não chacinar a família toda, e desde então me tornei fã desses bichos...
Caminhando e cantando e seguindo a canção...

Eu sei que isso não é um pato... ehehheheheheheheh

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Marquinhas

Não sei quantas serão, mas só sei que estou com marquinhas dessa fase tão diferente da vida...
Não tem nada a ver com marquinha de biquini... é marquinha de dor mesmo.
Minha mão tá cheia de algodão e esparadrapo, para amortecer o contato entre meu punho e o computador... pois já estava dando calo.
Meu tendão do ombro que me dá todo o movimento do braço direito está criando outro calo, tô sem força no braço. Esses dias fui abrir uma janela e perdi a força do braço, não consegui. Preciso descansarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr e sair da frente do word...
Por outro lado, é um momento inédito na vida, nunca exercitei tanto meu raciocínio. Putz escrever te obriga a raciocinar de uma forma jamais vista... e aí a gente se dá conta que para raciocinar é preciso fazer escolhas. Não há raciocínio espontâneo. Todos são fruto de alguma forma de pensar. Nas formas que conheci até hoje, Marx e Gramsci são os que estão me ensinando.
Minha sorte é que encontrei um óculos velho perdido no armário também velho, senão teria agora marcas nos olhos também.
Minha canela tá inchada de ficar sentada o dia inteiro.
Preciso descansar, mas mesmo assim me sinto feliz. Feliz por estar fazendo isso e feliz por ter passado tanta coisa boa naquela Ufrgs. Não me imagino mais sem ter contato de lá, sem falar com os professores, os colegas, sem estar sempre aprendendo cada vez mais e observando sempre a realidade dada. Me encanta! E não enjoa... pelo contrário, me anima! Não sei o que seria de mim se perdesse aqueles momentos quase "religiosos", pois meu culto é aquele, nenhum outro.

E agora, vou voltar ao word... revisa revisa revisa e sempre tem um monte de coisa que foge dos olhos e do pensamento e revisa revisa revisa revisa de novo.

Para ajudar, sempre tem gente que dá uma força também. Meu querido irmão é uma dessas pessoas. Acaba de ligar o som no volume máximo, e tá entrando direto aqui dentro da sala que eu estou. Até parece que não sabe que eu sou de escorpião e acabo me vingando depois...

Escrever é isso... além de tentar raciocinar - que já é uma coisa complicada - acontecem entraves durante estas tentativas... se não é o som lá do quarto dele, é o celular tocando, é a filha pedindo lanche, é um entra e sai de carro aqui no final do beco, é a máquina de cortar grama lá na rua, é a chuva que cai e eu tenho que correr pro varal recolher a roupa, é a comida que tem que fazer pro pai, aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Escrevo isso ao som de "nego drama" do Mano Brown que sai de lá do quarto...

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