quinta-feira, 24 de junho de 2010

Um dia sem Globo



Retirado do blog www.prosarepoesia.blogspot.com de Regina Abrahão:
Pois o Dunga não tem carisma. Não é um Muricy (técnico dos meus sonhos para o Inter), nem um Felipão, com sua disciplina, nem um Luxemburgo com seu quinhão de arrogância.
Dunga, até agora, era um gaúcho, ex-jogador do Internacional, vestido de um jeito meio esquisito.
De repente, esta pessoa morna manda a Globo se mancar! E vira meu herói, e de toda uma nação.
Espero mesmo que o Brasil ganhe a copa. Agora, espero ansiosa e ardentemente que o Brasil ganhe a copa, para ver o que acontecerá.
Imagino Fátima Bernardes, em cadeia nacional, anunciando a vitória do time sem os escolhidos globais, sem a exclusividade global e sem o beneplácio global.
E Dunga nem fez tanto. Só retribuiu, no ar, a um desaforo do repórter. O que quase vira caso de polícia.
Dunga ousou enfrentar o que só Brizola antes tentou.
Como bairrista que sou, direi que os dois gaúchos "peitaram" a poderosa Globo, e nem sei se Dunga tinha dimensão do que faria.
Portanto, em solidariedade a nosso técnico, torcerei pelo Brasil assistindo o jogo na Band.
Em Tempo: Quem sabe com esta a Globo não resolva torcer pela Argentina?
Enquanto isto, uma olhadinha no vídeo para reforçar nosso Dia Sem Globo:

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Aborto na África do Sul

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sábado, 12 de junho de 2010

A voz e a vez das mulheres



Ontem (sexta, dia 11), iniciou uma plenária nacional de mulheres do PT aqui em Brasília, que dura hoje (12) o dia inteiro e culminará amanhã (domingo) na Convenção Nacional do PT, que homologará a campanha de Dilma Roussef para presidenta do Brasil.

É um momento único, ímpar na história do PT e do Brasil, a homologação da campanha da primeira mulher que será eleita para o Governo Federal deste país.

E nós, enquanto mulheres de esquerda, temos política, planejamento e projetos para este governo que virá.

Ao longo dos debates e painéis, muitas questões sobre a política feminista partidária foram colocadas, entre elas, a participação das mulheres na esfera eletiva, além do processo de coordenação de campanha nacional e nos estados.

Cada vez mais, as mulheres conquistam com muita luta os mais diversos espaços, não apenas se colocando na política, mas argumentando e fazendo ouvir suas vozes.

Não há mais espaço para machismo dentro da política (ou não deveria haver), e o cenário que se coloca cada vez mais forte, é luta e a construção da igualdade de direitos entre homens e mulheres. Estas conquistas não são ou tampouco foram fáceis, e ainda encontram muita resistência dos campos conservadores da política.

Ainda temos uma longa caminhada pela frente, e o que se apresenta com a candidatura Dilma, é uma abertura destes espaços e uma caminhada positiva de luta por igualdade de direitos, por respeito, por autonomia e por todas as injustiças historicamente construídas neste país.

Não há socialismo sem feminismo!
Um abraço,
Ingrid

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Dia dos namorados???

Dia dos namorados que nada, é Dilma Presidenta!!!!!!!!

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Estatuto do Nascituro


Texto muito bom, divulgando...

ESTATUTO DO NASCITURO:

Um golpe contra a autonomia das mulheres com outro nome



Por Sirlanda Selau, Analine Specht e Cláudia Prates*



A sociedade brasileira vivencia no último período o mais ofensivo ataque à liberdade e autonomia das mulheres, minimamente conquistadas, orquestrado nos bastidores pelas forças conservadoras alinhadas. O avanço rumo à aprovação do chamado “Estatuto do Nascituro”, deve ser visto como uma franca ameaça aos mais caros direitos das mulheres. Nele, estão reunidas as pautas mais retrogradas e de submissão, ostentadas pelo patriarcado e as instituições que o perpetuam, ao longo dos séculos: controle sobre o corpo das mulheres, a institucionalização da violência sexual, o domínio ainda mais amplo sobre o destino da vida das mulheres. Pautas, novamente travestidas de um discurso “pró-vida”. Esse mesmo discurso repetido à exaustão para pressionar a retirada da pauta da descriminalização e legalização do aborto do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), deslegitimando o processo democrático e amplo de diálogo que o construiu. As contradições de um Estado que se propõe laico se manifestam cada vez mais complexas e profundas. De um lado se promovem ações afirmativas através das políticas públicas e da ampliação e garantia dos direitos das mulheres. De outro se inviabiliza e restringe os direitos às mulheres, de forma punitiva e de forte caráter medieval capitaneadas pela igreja. Passivamente as instituições do governo federal se colocam na condição de meras expectadoras frente aos retrocessos históricos em curso.

Trata-se então de um reforço na ofensiva conservadora e fundamentalista, que usa como cortina de fumaça uma pseudo-proteção a uma pretensão do que pode se tornar vida humana. Tudo isso para atingir o cerne da contraposição entre as mulheres e o patriarcado, qual seja: a autonomia delas perante o que lhes pertence.

Dito de outra forma, o Estatuto do Nascituro, é a mais recente forma, pela qual se busca legitimar a barbárie que ameaça a vida, a segurança e as expectativas das mulheres brasileiras. E é também uma afronta a democracia, a liberdade, e a garantia constitucional de um Estado laico, que seja promotor da igualdade, desta feita, atingindo conquistas de toda a humanidade.

Através dele, pretende-se estabelecer a vedação irrestrita ao aborto. Mesmo aquelas formas, já permitidas, como em decorrência de estupro; ou quanto ao aborto terapêutico e em casos de anencefalia, situações estas últimas, que não possuem jurisprudência consolidada, isto é, existem decisões do judiciário divergentes em relação ao tema. Mas os absurdos e a hipocrisia não param por aí! Querem através desta legislação, institucionalizar e legalizar, a violência sexual, especialmente aquela aplicada contra as mulheres através do estupro. Tornando inadmissível o aborto oriundo desta violação e instituindo o pagamento de auxilio para sustentação do nascido desta violência, a chamada “bolsa estupro”. Desta forma, a punibilidade do estupro, recairá sobre a própria mulher, obrigada a gestar o fruto de uma violência sexual que jamais será esquecida, quando é sabido que na maioria das vezes o estuprador não é punido ou não cumpre sua condenação. Sem contar que o texto abre brecha para a proibição, inclusive, de algumas medidas contraceptivas, como a pílula do dia seguinte.

Afora a hipocrisia, o que se destaca é a empáfia do legislador, em querer determinar quando começa a vida, fato que nem a ciência ousou ainda determinar. Caindo assim, em uma descabida incongruência legislativa, em querer proteger o que nem a ciência jurídica situa no campo do direito subjetivo. Ademais, ao analisar outros dispositivos desta proposta cai por terra o discurso de “proteção da vida”, pois não se vê nada além do que já tratam as legislações vigentes, sobre direitos de personalidade, direito a saúde e patrimônio dos recém nascidos.

Pesquisa recente realizada pelo IBGE, publicada pela Folha de São Paulo mostrou quem são as mulheres que recorre ao aborto. Que pode ser uma mulher comum – uma de nós. Geralmente tem companheiro, tem filhos e segue uma religião e pelo menos a metade precisou ficar internada por complicações. Segundo o Ministério da Saúde, o aborto inseguro é a terceira e quarta causas de mortalidade materna. Não olhar para isto sim é um crime!

Entendemos que a proposta do “Estatuto do nascituro” deve ser rechaçada, pois ela significa mais um dos ataques dos conservadores, machistas e opressores para condenar ainda mais, as mulheres a submissão, mantendo-as expostas a insegurança, a violência e a ameaça a sua vida e suas expectativas. Este é mais um momento de cabal hipocrisia da estrutura legislativa do país, que se omite em tratar do aborto, como uma questão indispensável para a preservação da vida das mulheres, e de garantia da sua autonomia como direito fundamental.

Esta iniciativa não pode ser admitida, sob pena, de estarmos aprovando a efetivação de um golpe contra a democracia, o ideal de igualdade e justiça, atingindo os bens e valores mais caros conquistados pela humanidade ao longo dos tempos.

Precisamos de ações afirmativas e de políticas públicas para as mulheres, que avancem na luta contra a mortalidade das mulheres e não o que se vê - dez passos atrás e o aumento da criminalização das mulheres.

Mas se queremos mudar de fato, este ano em que teremos eleições para a renovação do legislativo estadual e federal, será fundamental que façamos uma campanha nacional contra os (as) parlamentares que tem, cotidianamente, se voltado contra os direitos das mulheres, e mais, aprovando leis que ferem nosso direito fundamental de autonomia plena.

Marcharemos até que todas sejamos livres!



* militantes feministas da Marcha Mundial das Mulheres

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terça-feira, 8 de junho de 2010

Impaciência Hermana


Ultimamente a mídia brasileira resolveu divertir o tema Futebol/Copa do Mundo, com uma suposta rivalidade histórica entre Brasil e Argentina, no sentido de diminuir a figura do sujeito argentino, enfatizando ridicularizações do povo vizinho, como se essa fosse a expressão do sentimento do “verdadeiro brasileiro”.
Nos jornais, na internet e nas campanhas publicitárias, resolveram achar que acabar com a imagem do argentino dava ibope. E assim, alimentando dia-a-dia uma rivalidade que ultrapassa o futebol, e vai parar no desrespeito ao trato humano, a grande mídia opta por instituir uma espécie de raiva de forma subliminar, velada, e até mesmo escancarada.
Este lado da raiva e da ridicularização ao argentino, é apenas um lado: o lado do projeto de sociedade que quer a todo custo instituir que as nações latinoamericanas não devam ser amistosas ou tampouco devam unir-se em nome de um “outro” projeto. Este “outro” projeto que falo, é aquele em que os povos historicamente subjugados deste continente, constituem, a cada dia, uma nova identidade, uma nova perspectiva de relações humanas, uma tentativa contra-hegemônica na condição global, um bloco forte de consciência histórica que independa das potências europeias e do imperialismo dos EUA, enfim, um lugar em contínua efervescência política de esquerda.
Desorganizar uma construção de uma América Latina sem fronteiras político-ideológicas, e enfraquecer o empoderamento humanista deste território, passa a ser, sutilmente, uma ação por parte do setor do “projeto egoísta, individualista e meritocrático” da sociedade. Em bom português, passa a ser um feito velado da parte de quem não quer ver “povo nenhum unido com povo vizinho nenhum.” Afinal de contas, povo unido é perigo na certa.
Assim como a mídia podre brasileira planta uma rivalidade “supra-futebolística” entre Brasil e Argentina, a mídia também podre Argentina faz o mesmo em relação aos brasileiros.
Outro dia estava na frente da TV, e vi uma propaganda de “latinhas de cerveja que falam”... e no final, a latinha de cerveja brasileira chama o argentino de “maricón”. Chamar alguém de “maricón” na Argentina, é agressivo como chamar alguém de “veado” no Brasil.
Até onde sei, nunca vi uma propaganda nacional que chame alguém escancaradamente de “veado”, pois mesmo que tenhamos muitas manifestações homofóbicas aqui, ao menos nas propagandas, isso não acontece dessa forma. E por que em referência aos argentinos, isso pode? Se é aos argentinos não é homofóbico? Não é agressivo? Não compreendo a falta de criatividade e até mesmo de inteligência de parte da publicidade brasileira.
Se fôssemos elencar os avanços no tema da diversidade sexual entre Brasil e Argentina, poderiam ser destacados vários elementos em que a Argentina sai na frente... mas não é esta a proposta aqui, pois os dois países também possuem suas peculiaridades histórico-sociais.
Ridicularizar o Maradona, também faz parte do processo, afinal de contas, é amigo íntimo de Fidel Castro, e assim, boa gente não pode ser. Nesse caso fica muito parecido com a bobagem caricata que a Globo fala constantemente em relação ao Chávez. Enfatizar uma suposta “soberba” argentina, também é questionável... pois não se julga um povo inteiro em detrimento de algumas falas isoladas.
Esses são apenas poucos exemplos da segregação brasileiros/argentinos que a mídia quer impor. Voltar na história para compreender a rivalidade entre os dois em relação ao futebol? Isso não me contenta... pois a rivalidade que supostamente quer ser instituída, é uma rivalidade entre relações humanas, e o futebol acaba por ficar secundário, esquecido ao final do processo.

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domingo, 6 de junho de 2010

Virtude e o mundo dos 5% em: Alienação

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sábado, 5 de junho de 2010

Virtude e o mundo dos 5% em: O Homem Invisível...

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Propaganda Leviana


Pela campanha: hipocrisia, tô fora!
A campanha da RBS, bem como de políticos da direita como temos na cidade de Gravataí, que sustentam um bordão “anti-crack”, começam a evidenciar de que lado se fala quando o tema é “crack”. Mas o que quero dizer com “de que lado se fala?” Bem simples, de que projeto de sociedade se fala. De que origem social estas pessoas e órgãos falam. De que lugar se fala quando o tema é drogas. Falar de drogas do espaço elitizado, tanto destes políticos, quanto da emissora de televisão que exerce um bom trabalho em favor do projeto de sociedade individualista, egoísta e meritocrático, é no mínimo, contraditório. Mas por quê é contraditório? Porque tanto a televisão quanto o político gravataiense trazem o problema do crack descolado da gênese desta epidemia que toma conta em grande parte, da população jovem mais carente da cidade. Fazer blitz contra o crack, na minha humilde opinião, nada mais é do que tentar ascender às custas de demagogias sem a menor eficiência na realidade. Algum jovem em risco de uso do crack vai deixar de experimentar a droga por ter passado por uma blitz contra o crack? Ou porque viu propagandas publicitárias dizendo: “Crack nem pensar?” Um jovem pode deixar de usar crack sim, se tiver emprego, se tiver dignidade, se tiver um sistema educativo de qualidade, se tiver afeto dos que o rodeia, se tiver sua voz ouvida, se tiver acesso à cultura, se tiver o que vestir, o que comer, se tiver sua cidadania assegurada, se for respeitado enquanto jovem, dentro da sua diversidade e seus anseios. Os jovens precisam também, de acesso à informação sobre drogas, crack e violência. Evidentemente que sim. Aliás, a sociedade toda precisa de tudo isso. O que a sociedade não precisa, é de grupos ou políticos que nunca tiveram contato com a realidade mais cruel da periferia das cidades e utilizam um tema tão profundo, para inventar fotos bonitas e enobrecer suas imagens junto à opinião pública. Não basta falar no problema, é preciso materializá-lo e carregá-lo de conteúdo, ao invés de propagandeá-lo de forma vazia e hipócrita.

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